Sexo com trilha sonora: pesquisas mostram como a música influencia o clima entre casais; veja os hits mais sugeridos
Para muita gente, montar a trilha sonora de um momento Ãntimo é quase um ritual. Há quem trate a playlist como um pequeno texto sagrado, cuidadosamente pensado para criar clima. Outros preferem não planejar tanto: deixam qualquer música mais lenta tocar e torcem para que funcione. Ainda assim, as pesquisas indicam que a música continua ocupando um lugar importante na vida sexual e que, quando o assunto é sedução sonora, muitos recorrem a faixas que já provaram sua eficácia ao longo do tempo.
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Um levantamento da Talker Research com duas mil pessoas sexualmente ativas, encomendado pela marca de bem-estar sexual LELO, mostrou que 39% dos entrevistados mantêm uma playlist dedicada exclusivamente a momentos Ãntimos. Mais do que um detalhe estético, a música parece funcionar como gatilho para o desejo: 68% afirmaram que ouvir uma canção sensual, ou assistir a uma cena picante, pode colocá-los no clima.
Entre os que têm parceiro, 60% disseram que um filme ou série com conteúdo mais quente pode levar à intimidade na vida real, enquanto 45% apontaram que músicas com letras explÃcitas produzem efeito semelhante.
Há também uma percepção curiosa sobre o papel da música nessas situações. Metade dos participantes afirmou acreditar que as canções oferecem uma visão realista da intimidade, uma avaliação talvez generosa, considerando que muitas delas foram compostas mais para alimentar fantasias do que para refletir a logÃstica do mundo real.
Entre as músicas mais citadas pelos entrevistados como trilha para o sexo estão clássicos e sucessos contemporâneos: "Slow", de Jamie Foxx; "Perfect", de Ed Sheeran; "Earned It", de The Weeknd; "Pony", de Ginuwine; "Birthday Sex", de Jeremih; "Let’s Get It On", de Marvin Gaye; "Adorn", de Miguel; "I’ll Make Love to You", de Boyz II Men; "Bedroom Boom", do Ying Yang Twins com Avant; e "Between the Sheets", de Ron Isley.
Se o estudo internacional mostra a importância da música no clima do casal, uma pesquisa brasileira indica que o hábito é ainda mais comum por aqui. Um levantamento da plataforma Sexlog com mais de três mil pessoas revelou que 77% dos brasileiros costumam transar ouvindo música. Entre eles, 29,7% dizem recorrer à trilha sonora com frequência, enquanto 47,8% fazem isso apenas ocasionalmente. Apenas 9,4% afirmaram nunca escutar nada durante o sexo.
Na hora de escolher o que tocar, quase metade (47,45%) prefere recorrer a playlists prontas. Outros 25% optam por selecionar manualmente suas faixas favoritas, e 18,6% criam trilhas especÃficas para a ocasião, quase como se montassem o setlist de um trio elétrico particular.
Os estilos mais mencionados pelos participantes incluem funk ou trap (27,1%), pop lento ou o chamado "bedroom pop" (22,3%), música eletrônica (20,4%) e rock indie (17,3%). O ritmo, aliás, não parece ser apenas pano de fundo. Para 47,6% dos entrevistados, a batida influencia diretamente os movimentos durante o sexo.
O momento em que a música exerce maior impacto, segundo a pesquisa, são as preliminares, citadas por 44,1% dos participantes. Em seguida aparece a penetração (18,6%). Curiosamente, apenas 3,8% disseram sentir maior influência da trilha sonora no auge do orgasmo.
Para a DJ Scheila Santos, que trabalha há anos pensando em como a música molda a atmosfera de um ambiente, esse efeito não surpreende. "A música muda completamente a forma como a gente ocupa um espaço. Em momentos Ãntimos, isso faz toda a diferença, porque tira a gente do automático", afirma. Segundo ela, a trilha perfeita não precisa seguir fórmulas previsÃveis. "Não precisa de letra falando de sexo nem de música óbvia. Não é sobre impressionar, é sobre se sentir à vontade junto", explica.
Mais do que a escolha das faixas isoladas, a ordem em que elas aparecem também pode transformar a experiência. "Uma boa playlist tem começo, meio e fim. Ela esquenta, envolve, depois acalma", destaca Scheila. Quando a seleção funciona, o efeito é quase invisÃvel. "A música só precisa fazer sentido para quem está ali. Quando isso acontece, não soa forçado, não fica estranho. Fica natural, Ãntimo, do jeito que deveria ser", conclui.
