Setor de serviços fica estagnado em junho, mas cresce 0,4% no trimestre

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Oscilando desde novembro do ano passado, após alcançar o recorde histórico em outubro, o volume de serviços prestados no país ficou estável no mês de junho. O setor registrou variação nula ante maio deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira. Apesar da pausa, o indicador está 0,3% abaixo do pico registrado em outubro do ano passado. O resultado de junho veio ligeiramente acima das expectativas. Analistas estimavam um recuo de 0,2%, segundo mediana de 22 projeções de instituições financeiras captadas pelo Valor Data.

Na comparação com junho de 2025, o volume de serviços cresceu 2%. No primeiro semestre, o setor também acumulou alta de 2% em relação a igual período do ano passado. Serviços administrativos e 'outros serviços' pressionam resultado Apesar da estabilidade no resultado geral, quatro dos cinco grandes segmentos pesquisados pelo IBGE registraram queda em junho. O principal impacto negativo veio dos serviços profissionais, administrativos e complementares, que recuaram 1,4% e devolveram parte do avanço observado nos dois meses anteriores. Também houve queda de 2,2% em "outros serviços" e retração de 1,2% nos serviços prestados às famílias, enquanto os transportes tiveram recuo de 0,1%. O único segmento no campo positivo foi informação e comunicação, com alta de 1,8%. Na comparação com junho do ano passado, três dos cinco segmentos tiveram crescimento. O principal destaque foi justamente informação e comunicação, com alta de 6,8%, impulsionada por atividades como telecomunicações, tecnologia da informação, hospedagem na internet e desenvolvimento de softwares. Os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 2,4%, enquanto os serviços prestados às famílias avançaram 2%. Já os transportes recuaram 1,2% e foram o único segmento a exercer impacto negativo sobre o resultado anual. Pela comparação regional, 16 das 17 unidades da federação registraram queda em junho. Alagoas, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram as principais contribuições positivas. Atividades turísticas recuam pelo segundo mês seguido O índice de atividades turísticas caiu 3,4% em junho, na comparação com maio, no segundo resultado negativo consecutivo. Com isso, o segmento acumula perda de 3,8% nos últimos dois meses. Mesmo com a queda recente, o turismo ainda opera 6,6% acima de fevereiro de 2020. Em relação ao pico da série histórica, registrado em dezembro de 2024, porém, o indicador está 6,2% abaixo.

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