O setor de fertilizantes terá R$ 4 bilhões em recursos do Plano Brasil Soberano 3, iniciativa do governo federal para socorrer setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos e pelas guerras em curso no mundo.
Foi o que disse, nesta terça-feira (25/8), o vice-presidente, Geraldo Alckmin, no 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), em São Paulo.
Alckmin informou, ainda, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá sancionar nos próximos dias o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, aprovados pelo Congresso Nacional.
O primeiro prevê crédito fiscal para a produção.
O segundo, redução ou suspensão de tributos federais sobre combustíveis em períodos de alta internacional do petróleo.
Também na abertura do congresso, Elias Alves Lima, presidente do Conselho de Administração da ANDA, ressaltou que o Brasil não teve problemas de abastecimento de fertilizantes.
Mesmo importando quase 90% do que consome e sofrendo efeitos de guerras, crises geopolíticas e dificuldades logísticas.
“De janeiro a maio deste ano, foram entregues 15,46 milhões de toneladas, volume suficiente para atender às necessidades do período.
Esse resultado ajudou a preservar aquilo que o Brasil tem de mais estratégico: a força do seu agronegócio, que continua alimentando nosso país e contribuindo decisivamente para a segurança alimentar mundial”, afirmou, em nota.
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Para Roberto Rodrigues, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, o atual cenário internacional exige uma estratégia coordenada entre produtores rurais, instituições financeiras e governo.
Diante das crises geopolíticas e dos conflitos em diferentes regiões do mundo, o ex-ministro da Agricultura defendeu a união dos diferentes agentes da cadeia produtiva.
“O mundo hoje é complicado, com crise geopolítica e guerras.
Para vencer as dificuldades precisamos de uma estratégia integrada dos produtores rurais, bancos e governo.
Temos tudo para ser os produtores globais responsáveis pelo fim da fome no mundo e de liderar a transição para a energia renovável.
Assim, temos de nos unir em busca das melhores estratégias”, afirmou.
Setor de fertilizantes terá R$ 4 bilhões para conter efeitos dos conflitos pelo mundo
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