O setor de eventos de cultura e entretenimento registrou consumo estimado recorde de 76,9 bilhões de reais no primeiro semestre de 2026, alta de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi o maior da série histórica — iniciada em 2019 — para os primeiros seis meses do ano, segundo o Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE). Na contramão do avanço do consumo, a geração de empregos formais perdeu ritmo.
Entre janeiro e junho, o núcleo do setor abriu 4.150 vagas formais líquidas, ante 12.931 no primeiro semestre de 2025. Mesmo assim, o saldo positivo de junho, de 1.942 postos de trabalhos criados, reverteu os resultados negativos registrados em abril e maio. O estoque de empregos formais no núcleo do setor chegou a 208,1 mil em junho, volume 86,8% superior ao de 2019, antes da pandemia. O indicador de consumo considera as despesas associadas às atividades de recreação, com base no peso desse item no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, combinado à massa de rendimento real dos trabalhadores apurada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Apenas em junho, a movimentação estimada foi de 12,6 bilhões de reais.
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O núcleo reúne atividades como organização de eventos, espetáculos artísticos e culturais, recreação, lazer e produção de eventos esportivos. Já o chamado hub setorial, que inclui segmentos relacionados, como hospedagem, alimentação, publicidade, infraestrutura e segurança, somava 4,36 milhões de empregos formais em junho, 26,5% acima do nível de 2019.
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