Servidores do IBGE entram em greve no Rio e na Bahia; sindicato descarta impacto em indicadores

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Fonte da notícia: CBN CBN

O sindicato dos servidores do IBGE afirmou que a greve não deve afetar a divulgação de indicadores socioeconômicos produzidos pelo instituto. Os trabalhadores entraram em paralisação nesta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro e na Bahia. O movimento ocorre em meio a uma crise entre a categoria e a gestão do presidente do órgão, Marcio Pochmann. Dino afasta presidente do TCE do Maranhão por 180 dias Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial e informa dívida de R$ 17,3 bilhões O sindicato da categoria afirma que a greve é uma reação a medidas adotadas pela direção do IBGE que, segundo a entidade, alteraram a remuneração dos agentes de coleta, o regime de trabalho dos servidores que ingressaram no último Concurso Nacional Unificado e regras de progressão na carreira. Preocupação com pesquisas e indicadores A principal preocupação é com o possível impacto sobre as pesquisas do instituto. O IBGE é responsável pela produção e divulgação de alguns dos principais indicadores econômicos e sociais do país, como a taxa de desemprego, os índices de inflação e o PIB. O calendário oficial prevê, por exemplo, a divulgação da PNAD Contínua mensal daqui a dez dias, com dados do desemprego referentes a julho. No entanto, segundo o sindicato, a greve não deve afetar o calendário de divulgação dos principais indicadores socioeconômicos, ao menos neste primeiro momento. A avaliação é de Clícia Oliveira, diretora do Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE. "Até o presente momento, não. Nós não temos esse indicativo. A gente sempre preservou muito o calendário de divulgação." Sindicato cita falta de diálogo com presidente do IBGE O sindicato também reclama da falta de diálogo com Pochmann e afirma que o presidente não recebe representantes dos trabalhadores há meses.

Entre os pontos que provocam essa mobilização está uma portaria publicada em julho que, segundo o sindicato, impediu que os servidores recém-ingressados pelo último CNU passassem ao regime híbrido de trabalho após o estágio probatório. A entidade afirma que a mudança contrariou as regras previstas para o concurso e entrou na Justiça contra a medida. Crise entre direção e servidores se arrasta desde 2024 A relação entre a direção do IBGE e os servidores já vinha se deteriorando desde, pelo menos, 2024. No ano passado, houve críticas públicas à gestão, saída de diretores e uma disputa envolvendo a criação da Fundação IBGE+, uma iniciativa criada pela direção do IBGE para captar recursos extraorçamentários para projetos do instituto. O sindicato também questionou a condução da Fundação IBGE+, que acabou, inclusive, sendo extinta em fevereiro deste ano. A CBN procurou o IBGE para pedir um posicionamento do presidente Marcio Pochmann, e aguarda uma resposta.

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