Servidores do estado do Rio fazem ato em apoio à 'faxina geral' de Couto no governo
Servidores do estado do Rio de Janeiro se reuniram, na tarde desta terça-feira (9), em frente ao Tribunal de Justiça do estado (TJRJ), para uma mobilização em apoio à "faxina geral" realizada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, que já exonerou mais de 2.700 servidores desde que assumiu o cargo, em março. Só nesta terça-feira, o governador exonerou seis pessoas, enquanto a Casa Civil exonerou outras 88 pessoas, somando 94 exonerações ao todo. Em contrapartida, foram 59 nomeações.
A mobilização foi convocada pelo Fórum Permanente dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Fosperj), que reúne entidades representativas da administração estadual. A decisão foi tomada durante reunião das lideranças sindicais no último dia 26. A concentração começou às 14h.
A manifestação contou com servidores carregando vassouras de diferentes cores varrendo papéis com palavras como "privatização" e "precarização", além de notas com o rosto do ex-governador Cláudio Castro. A cena ocorreu ao som da música "Dança da Vassoura" [1997], do grupo Molejo.
Pautas do funcionalismo
Para além de manifestar apoio às decisões tomadas pelo desembargador, a manifestação também reivindica o descongelamento das progressões funcionais, a recomposição das perdas inflacionárias acumuladas — o governador autorizou o pagamento das duas parcelas restantes da Lei estadual 9.436/2021, mas ainda faltam os IPCAs de 2023, 2024 e 2025 —, a redução das diferenças entre categorias no acesso a benefício, entre outros temas.
Os servidores também pedem a realização de concursos públicos, que permitem a contratação de servidores efetivos. Até o momento, o governo estadual anunciou 542 vagas em concursos públicos para cargos de nível médio, superior e especialista, com contração imediata e formação de cadastro de reserva.
Além da manifestação de apoio, a mobilização contou também com uma encenação do jantar realizado entre o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de fraude financeira, lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas envolvendo o Banco Master, e o ex-governador Claudio Castro.
A cena faz menção aos encontros organizado pelo banqueiro com o ex-governador, em Nova York, conforme informações obtidas pela Polícia Federal, reveladas pela GloboNews e obtidas pelo jornal O Globo. Os encontros eram luxuosos, com direito à degustação de uísque, charutos, além de um jantar com bife folheado a ouro.
Os encontros ocorreram sempre a datas próximas aos aportes realizado pelo Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais do Rio, no Banco Master, liquidado pelo Banco Central no fim do ano passado. Os aportes totalizaram cerca de R$ 3 bilhões.
