Servidores do BRB denunciam assédio durante a gestão de Paulo Henrique Costa

 

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Em meio à crise do BRB, o clima entre os servidores do banco é de preocupação e decepção com a gestão de Paulo Henrique Costa, que deixou um rastro de corrupção. No relatório que o Banco de Brasília enviou à Polícia Federal, há denúncias de funcionários que alegaram assédio moral e medo de perderem os cargos, caso demonstrassem contrariedade com as decisões da gestão de Paulo Henrique, classificadas como irresponsáveis. Após a capitalização, o BRB deve avançar no fechamento de agências para reduzir os gastos. Segundo fontes ligadas ao planejamento, a princípio o estudo não prevê o afastamento de funcionários e nem um plano de demissão voluntária.

Nesta sexta-feira, o STF manteve a prisão de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro. O ministro André Mendonça afirmou que Paulo seguiu com operações mesmo ciente de inconsistências no Master e teria recebido R$ 146 milhões em propina. Enquanto isso, a defesa de Vorcaro negocia delação premiada, prometendo o ressarcimento de R$ 40 bilhões, sem prever pagamento ao BRB. Segundo o ex-banqueiro, as fraudes já teriam sido compensadas com ativos transferidos ao banco. O atual presidente do Banco de Brasília , Nelson Antônio de Souza, disse que quem vai definir a indenização será o STF.

"Vendendo os ativos que vieram seria bom, mas esse portifolio não creio que vai cobrir o prejuízo. Entramos com a ação do STF para garantir que tenhamos direito (ao valor ) como credor. Agora quem vai decidir isso é a justiça".

Na tentativa de salvar a instituição, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pediu uma agenda com o presidente Lula. O GDF busca o aval do Tesouro Nacional para um emprestimo de 6,6 bilhões de reais junto ao Fundo Garantidor de Crédito. Isso afastaria a necessidade do governo de usar imóveis públicos da capital como garantia ao FGC, atualmente impedidos pela justiça de serem usados por não atenderem as exigências previstas na Lei Orgânica do Distrito Federal.

As medidas adotadas pelo BRB para capitalização devem ocorrer até 29 de maio, prazo final para incorporação de recursos. Caso não atenda ao prazo, pode sofrer sanções mais graves por parte do Banco Central.