O Serviço Secreto dos Estados Unidos apontou que mídia estatal do Irã veiculou um vídeo com o que foi classificado como ameaças à vida de Barron Trump, filho mais novo do presidente Donald Trump, afirmou um porta-voz da agência americana ouvido pela rede CNN.
Em meio às ameaças do regime teocrático à família do líder republicano, esta foi a primeira vez que o caçula da família Trump foi alvo das ameaças.
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O vídeo em questão foi transmitido no fim de semana pela rede de TV estatal Irib, a qual sofre figuras da linha-dura iraniana exerce influência sobre.
A peça audiovisual começa com um gráfico em inglês que diz: "Onde matar Barron Trump?!", apresentando locais em que o filho mais novo do presidente americano já foi visto publicamente, incluindo a Trump Tower, em Nova York.
"O Serviço Secreto dos EUA está a par do vídeo e investiga tudo o que possa ser percebido como uma ameaça contra os nossos protegidos", afirmou o porta-voz da agência Nate Herring à rede americana.
"Por questões de segurança operacional, não discutimos assuntos relacionados à inteligência de proteção".
Outros familiares de Trump, e o próprio presidente, foram alvo de ameaças do regime iraniano, sobretudo após o início da guerra em fevereiro deste ano, e do assassinato do líder supremo Ali Khamenei.
Não está claro até que ponto Teerã já atentou contra a vida do republicano ou está de fato elaborando planos para fazê-lo.
Trump foi vítima de tentativas de homicídio desde que se lançou em sua segunda tentativa de chegar a Casa Branca.
Durante a corrida eleitoral de 2024, ele chegou a ser alvejado na orelha por um disparo de fuzil, quando fazia um discurso em Butler, na Pensilvânia.
O atirador era um jovem americano.
Em outro caso envolvendo uma ameaça armada, um suspeito foi encontrado em um campo de golfe na propriedade do presidente em Mar-a-Lago, na Flórida — e terminou morto pelo Serviço Secreto.
Recentemente, as autoridades americanas realizaram uma grande operação de distração para retirar o republicano da Turquia, após ameaças iranianas serem consideradas iminentes durante um encontro da Otan.
Trump chegou a embarcar no Air Force One, mas foi evacuado em um contêiner de serviço de bordo, seguindo para o Reino Unido em um avião militar.
Repórteres e outros integrantes da comitiva seguiram na primeira aeronave, sem serem avisados de que estavam sendo usados em uma operação de dissimulação — e, potencialmente, como iscas.
