Série Ouro projeta um salto estrutural para o ano que vem

 

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A Série Ouro do carnaval vive um momento positivo. Este ano, a divisão de acesso, organizada pela Liga-RJ, seguiu com sua política de popularização dos bilhetes e apresentou desfiles competitivos, com o título sendo disputado até a divulgação das últimas notas. Pela segunda vez seguida, todos os ingressos para as duas noites foram vendidos, com as frisas se esgotando em 40 minutos.

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Neste ano, apenas três décimos separaram a campeã, a União de Maricá, do Império Serrano, que ficou em segundo lugar, com apenas 0,1 ponto a mais que a terceira colocada, a Unidos de Padre Miguel (confira classificação geral no quadro ao lado). Para Hugo Júnior, presidente da Liga-RJ, a disputa acirrada reflete a evolução estética dos desfiles. Ele ainda destaca a chegada de profissionais de excelência e o envolvimento das comunidades, o que é motivo de orgulho.

— As escolas estão se aprimorando, revelando e ao mesmo tempo atraindo profissionais para a Série Ouro — enfatiza Hugo.

O presidente, porém, reconhece a necessidade de superar questões estruturais e afirma que ainda espera ver as escolas produzindo de acordo com seus cronogramas e com segurança. Por isso, além de manter os atuais apoios, a Liga vem se aproximando da iniciativa privada, com a intenção de aumentar os repasses.

Existe ainda a expectativa pela conclusão da Fábrica do Samba Rosa Magalhães. Um projeto realizado pela Prefeitura do Rio e idealizado para atender as demandas das agremiações.

Novo complexo será 'divisor de águas'

O prefeito Eduardo Paes visita as obras da Fábrica do Samba Rosa Magalhães, ao lado do presidente da Liga-RJ Hugo Júnior, em outubro de 2025

Marcelo Theobald / Agência O Globo

A temporada de 2026 mais uma vez expôs os desafios da divisão de acesso: enquanto alguns pavilhões aperfeiçoam seus carnavais, escolas com menor investimento enfrentam grandes dificuldades para desenvolver seus desfiles. Este ano, o rebaixamento da Unidos do Jacarezinho, tradicional agremiação da Zona Norte que ainda sofreu com dois incêndios, evidenciou o desafio financeiro enfrentado por parte das escolas, num cenário ainda desigual de investimentos. Além dela, a Inocentes de Belford Roxo desceu para a Série Prata, na Intendente.

Hugo Moura destaca a relevância da construção da Fábrica do Samba nesse contexto:

— Será nossa maior conquista, um divisor de águas.

O complexo, localizado na antiga estação da Leopoldina, terá 14 galpões de cerca de 1,6 mil metros quadrados cadae será equipado com oficinas de pintura e resinagem, ateliês de costura e depósito de fantasias e esculturas, além de área para modelagem de carros alegóricos. A previsão é de entregas parciais no segundo semestre deste ano.