Série mostra ação que distribuiu 660 mil litros de água no Carnaval do Rio

 

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Com temperaturas elevadas e milhões de pessoas nas ruas, o Carnaval do Rio exigiu uma estrutura especial de hidratação. No primeiro episódio da terceira temporada da série “Caminhos da Água”, veiculada no site e no YouTube do GLOBO, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) mostra como funcionou a operação que levou água gratuita aos foliões nos blocos.

O episódio traz os bastidores da ação que distribuiu mais de 660 mil litros de água potável durante o Carnaval. Outros 220 mil litros foram utilizados em estruturas de refresco com chuveirinhos, ajudando o público a enfrentar o calor intenso.

Ao todo, 29 blocos foram atendidos, dos megablocos aos blocos infantis. A operação reuniu diferentes estruturas na cidade. Entre elas estavam megabebedouros, bicicletas de hidratação, vaporizadores móveis, kombis adaptadas e caminhões-pipa com chuveiros, além das equipes, que percorreram os blocos distribuindo água.

Para o presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, participar de um dos maiores eventos da cidade mobiliza a companhia:

— Existe um orgulho enorme em contribuir com uma festa tão importante para o Rio, levando hidratação e ajudando as pessoas a enfrentar o calor.

Durante as ações também foram entregues 60 mil ecocopos personalizados e 30 mil viseiras, incentivando o consumo de água e a proteção contra o sol. Um exemplo da dimensão dessa estrutura foi o bloco da cantora Anitta, que reuniu cerca de 700 mil pessoas e contou com 40 mil litros de água distribuídos.

Segundo Allan Borges, chefe de gabinete e presidente do Comitê ESG da companhia, a operação atende protocolos definidos pelas autoridades de saúde:

— Nós seguimos as orientações da Secretaria de Estado de Saúde. Quando o calor chega ao grau 3, identificamos os pontos de ilhas de calor e instalamos hidratação nos locais com maior circulação de pessoas.

Para garantir a segurança do público, a companhia também utilizou laboratórios móveis, responsáveis por realizar testes constantes durante os eventos. A operação envolveu cerca de 200 profissionais.

O episódio da série também mostra quem esteve na linha de frente da distribuição de água nos blocos. Entre eles estavam os aguadeiros, responsáveis por circular entre os foliões oferecendo hidratação.

— A gente está sempre dando água e refrescando o pessoal. É bem animado, interagimos muito com quem está curtindo o bloco — contou o aguadeiro Luiz Vinícius.

Parte da equipe de 200 pessoas foi formada por pessoas em situação de privação de liberdade, que participam do projeto Replantando Vida, da Cedae, que capacita e promove a ressocialização. Eles recebem salário-mínimo, vale-transporte e auxílio-alimentação.

— É uma forma de oferecer dignidade e uma chance de recomeço — concluiu Allan Borges.