Sepe: professores de Petrópolis entram em estado de greve - QTU Questões do Universo

Sepe: professores de Petrópolis entram em estado de greve

Fonte: Bandeira da fonte

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) informou que os professores da rede municipal de Educação de Petrópolis entraram em estado de greve — última etapa antes da paralisação total das atividades.
O município conta com 197 unidades, entre escolas e creches.
A decisão foi tomada na noite de quarta-feira (dia 26), durante uma assembleia geral.
Entre os motivos que encabeçam a decisão, está o atraso constante do pagamento regular dos aposentados.
De acordo com Rose Silveira, da coordenação do Sepe, afirmou que o depósito, até então esperado para o último dia do mês, "tem sido feito sempre fora do dia combinado".
A sindicalista também cita a questão da recomposição anual, que não foi anunciada pelo prefeito, Hingo Hammes.
— Nossa data base é julho.
O que ele [o prefeito] colocou em reuniões é o IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] somente de janeiro de 2027.
Isso significaria 0% em 2026.
Além disso, ele coloca para janeiro de 2027 somente a reposição da inflação, sem retroativo a julho de 2026 — explica Rose.
O sindicato denuncia também a não realização do concurso público e a terceirização de cargos permanentes, como como cozinheiro e inspetor.

Auxílio-alimentação de R$ 100
Está na pauta também a questão dos enquadramentos.
De acordo com o sindicato, o Plano de Cargos e Carreira está congelado há dois anos.
Entra também a solicitação de vale-alimentação, cuja proposta feita por Hammes é de R$ 100 do prefeito.

— É tão absurda, só ele que imagina que isso seja possível.
É um acinte ele oferecer aos servidores $ 100 — critica a sindicalista.
As reivindicações também abarcam a questão do enquadramento dos profissionais da educação infantil, conforme determinado pela Lei 15.326/2026.
A proposta inclui os professores da educação infantil (crianças de 0 a 5 anos) entre os profissionais do magistério público, estabelecendo que os docentes que atuam em creche e pré-escolas terão direito ao piso salarial nacional, no valor de R$ 5.130,63, e ao enquadramento em planos de carreira.
Rose explica que cada prefeitura deve regulamentar a proposta, o que ainda não ocorreu em Petrópolis.
'Crianças sem o básico'
O Sepe reivindica ainda melhores condições para alimentação escolar.

— Estamos tendo problemas gravíssimos, as crianças estão sem o básico.
A proteína está faltando cotidianamente, e as creches estão sem leite há semanas, principal alimento das crianças pequenas.
Elas ficam cerca de 10h na creche sem alimentação adequada — destaca a sindicalista.
O Sepe Petrópolis também divulgou, nesta quinta-feira (dia 27), o calendário de mobilização durante o estado de greve, com visitas e reuniões nas escolas do município, assembleia, atos e manifestações, e até uma paralisação de 24 horas em toda rede no próximo dia 10.
A Coluna procurou a Prefeitura de Petrópolis, e segue no aguardo do retorno.