Senadores dos EUA acusam governo Trump de tentar propagar 'teorias da conspiração' sobre eleições no Brasil

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Fonte da notícia: CBN CBN

Um grupo de 11 senadores democratas parte do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos publicaram uma nota em que acusam o governo dos EUA, comandado por Donald Trump, de tentar intervir diretamente nas eleições brasileiras. Segundo ele, Trump e autoridades tentam propagar diversas 'teorias da conspiração' sobre o pleito. O texto foi publicado na noite dessa terça-feira (28). Para os senadores, o governo americano tenta mexer diretamente com o processo eleitoral. E que tais ideias minam 'a confiança em nossa democracia internamente e afasta nossos aliados no exterior', afirma o texto. A nota oficial foi divulgada no perfil da ala democrata do Comitê de Relações Exteriores do Senado, que é liderada por Jeanne Shaheen, senado de New Hampshire. Também assinaram os senadores Chris Coons, Chris Murphy, Tim Kaine, Jeff Merkley, Cory Booker, Brian Schatz, Chris Van Hollen, Tammy Duckworth e Jacky Rosen. Presidentes Lula e Donald Trump em reunião na Malásia Ricardo Stuckert / PR A declaração surge na esteira da matéria publicada pelo jornal americano The Washington Post, dizendo que dois funcionários do governo Trump iriam até o Brasil com objetivo de realizar um relatório para questionar o sistema eleitoral brasileiro. Apesar disso, o Itamaraty negou os vistos uma semana antes da viagem ocorrer. Do outro lado, os EUA disseram que a reportagem se tratava de uma 'mentira sem fundamento', mas que os dois realmente embarcariam até Brasília. Shaheen, inclusive, comentou a reportagem, destacando que, agora, os Estados Unidos usam o poder para desacreditar sistemas eleitorais de outras nações, enquanto antes ajudava democracias em risco. Lula cutuca Trump com indireta ao sistema de saúde dos EUA: 'Ninguém precisa morrer porque é pobre' Lula cutuca Trump com indireta ao sistema de saúde dos EUA: 'Ninguém precisa morrer porque é pobre' Reprodução Em agenda no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, ao lado do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelos cortes de recursos destinados à organização.

Lula também fez uma crítica ao comparar o SUS, de forma indireta, ao modelo de saúde americano, conhecido mundialmente pelos altos custos, e afirmou que a pobreza não deve impedir o acesso a um atendimento de qualidade. Durante a fala, Lula pediu a Tedros Adhanom que levasse o exemplo do SUS ao presidente Donald Trump. 'Ninguém precisa morrer por falta de atendimento porque é pobre. Não é a conta bancária que deve salvar uma pessoa.(...) o que a gente quer provar ao mundo é que é possível as pessoas mais pobres do mundo ter um tratamento de saúde qualificado.'' 'Quando você puder conversar com o presidente Trump, que anunciou que ia cortar verba da Organização Mundial da Saúde, diga para ele como um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República.' A agenda ocorre em meio às turbulências na relação entre Lula e Donald Trump. No início deste ano, a Casa Branca confirmou a saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), seguindo uma determinação de Trump, que alegou insatisfação com a atuação e a gestão da entidade durante emergências globais de saúde. A visita de Lula ao Rio de Janeiro, a segunda do presidente neste mês, acontece também em meio ao embate diplomático entre Brasil e Argentina, após declarações do presidente argentino Javier Milei durante a convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro como candidato. Presidentes do Brasil, Lula, e dos EUA, Donald Trump Alan Santos/PR e Gustavo Moreno/STF

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