O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira a indicação de David Cummins, vice-presidente sênior da Serco, para comandar a Administração de Segurança dos Transportes (TSA), enquanto o governo Trump busca privatizar os serviços de inspeção de segurança em aeroportos menores.
Leia também:
Trump assina decretos para impor restrições à cidadania por nascimento
As batalhas de democratas e republicanos pelo controle do Congresso
Em revés para a cúpula democrata, progressista vence primárias ao Senado em Michigan
Cummins e dezenas de outros indicados foram confirmados por 51 votos a 47, incluindo integrantes da Comissão de Segurança de Produtos de Consumo, do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes e do Conselho de Transportes de Superfície, além de Christopher Phelan para presidir o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca e Cameron Hamilton para comandar a Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema).
O presidente Donald Trump propôs em abril cortar mais de 9.400 funcionários e pouco mais de US$ 1,5 bilhão, ou cerca de 20%, do orçamento anual da TSA, que tem 60 mil funcionários e é responsável pelas operações de segurança nos aeroportos.
A Serco oferece serviços de engenharia, tecnologia da informação e treinamento a governos federal, estaduais e locais, além de clientes comerciais.
Trump também propôs exigir que aeroportos menores utilizem serviços privados de segurança, uma medida que eliminaria mais de 4.500 postos de trabalho da folha de pagamento da TSA, em um primeiro passo rumo à privatização da agência criada após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Aeroportos de Tampa, Des Moines, em Iowa, e Charleston, na Carolina do Sul, disseram recentemente que planejam avançar com a privatização da segurança aeroportuária.
Cerca de 20 aeroportos, incluindo os de San Francisco, Kansas City e Sarasota, na Flórida, utilizam há anos agentes privados de inspeção de segurança.
Trump demitiu o então chefe da TSA, David Pekoske, em seu primeiro dia no cargo, em 2025, e levou 16 meses para indicar um substituto.
Trump havia indicado Pekoske durante seu primeiro mandato, e o ex-presidente Joe Biden o indicou para um segundo mandato de cinco anos.
Um viajante passa pela fila do programa "PreCheck" da Administração de Segurança dos Transportes (TSA) no Aeroporto Internacional Washington Dulles, para o qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs um plano de reforma de US$ 22 bilhões, em Dulles, Virgínia, Estados Unidos, em 4 de agosto de 2026
REUTERS/Kylie Cooper
Uma prolongada paralisação do governo nesta primavera americana (outono no Brasil) fez com que 50 mil funcionários da TSA ficassem seis semanas sem receber salários, provocando grandes transtornos, incluindo filas nos controles de segurança dos aeroportos que chegaram a quatro horas ou mais.
A Airlines for America, que representa as principais companhias aéreas dos Estados Unidos, afirmou ser contrária à proposta da Casa Branca de exigir que aeroportos menores utilizem agentes privados de segurança em vez de funcionários da TSA.
