Senado analisa indicações de embaixadores paradas desde 2025 após pressão do Planalto

 

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O Senado realiza nesta quarta-feira um esforço concentrado para analisar indicações de embaixadores feitas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e que estavam paradas desde 2025. A movimentação ocorre após pressão do Palácio do Planalto para destravar a fila de nomeações mantidas sob a condução do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Ao todo, 18 indicações seguem pendentes de deliberação. A maior parte está represada há meses, o que levou à vacância de postos diplomáticos considerados estratégicos, como Austrália, Polônia, Coreia do Sul e Grécia, além de representações na África, Ásia e Caribe.

A análise dos nomes pelo Senado é etapa obrigatória antes da nomeação formal dos embaixadores e passa por sabatina na Comissão de Relações Exteriores, seguida de votação em plenário.

Nos bastidores, a avaliação no governo é que o esforço concentrado desta semana deve destravar apenas parte da fila, mas inaugura uma nova dinâmica de votações, com rodadas sucessivas de sabatinas nas próximas semanas para reduzir o estoque acumulado desde o ano passado.

No Planalto, a aposta é que, uma vez retomado o fluxo, o Senado passe a avançar também sobre outras indicações travadas — não só diplomáticas, mas para cargos estratégicos em diferentes órgãos.

Entre elas, a do próprio advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. A análise ainda não foi encaminhada e virou símbolo do impasse entre governo e cúpula do Congresso.