Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) foram eleitos neste domingo para representar o Amapá no Senado Federal. Rayssa chega pela primeira vez à Casa após disputar uma vaga também em 2022 com 29,9%.
Já Lucas, com 24,2%, garante um novo mandato no Senado, onde está desde 2019, em uma eleição marcada pela disputa acirrada pela segunda cadeira. Com o resultado, Randolfe Rodrigues, líder do governo Lula no Congresso, perdeu a vaga obtendo apenas 18,5% dos votos.
Tempo real: Veja o mapa de apuração completo aqui Médica, Rayssa Cadena Furlan, de 39 anos, nasceu no Distrito Federal e é casada com Dr.
Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá e candidato ao governo do Amapá. Ela foi secretária municipal de Mobilização e Participação Popular e concorreu ao Senado pela segunda vez.
Na campanha deste ano, apareceu na liderança das pesquisas de intenção de voto. Lucas supera disputa apertada pela segunda vaga
Na última pesquisa Quaest, divulgada em 25 de setembro, Rayssa tinha 28% das intenções de voto na soma das duas vagas, enquanto Lucas aparecia com 19%, em empate técnico com Randolfe Rodrigues (PT), que tinha 20%. Na divisão por cadeiras, porém, Lucas liderava a disputa pela segunda vaga, com 26%, contra 17% de Rayssa e 15% de Randolfe.
O levantamento ouviu 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. Lucas Barreto, de 61 anos, tem mais de três décadas de atuação política no Amapá.
Foi deputado estadual por quatro mandatos, presidiu a Assembleia Legislativa entre 2003 e 2004 e também atuou como vereador de Macapá. Disputou a prefeitura da capital em 2008 e o governo estadual em 2010, quando chegou ao segundo turno.
Em 2018, foi eleito senador. No Senado, Lucas se tornou um dos principais defensores de pautas relacionadas ao Amapá, como a transposição de servidores do antigo território federal e a exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Durante a campanha, também apresentou propostas voltadas ao desenvolvimento econômico do estado e à exploração de recursos naturais. Randolfe Rodrigues, senador pelo Amapá desde 2011 e líder do governo Lula no Congresso, fica fora da próxima composição da bancada.
Também não foram eleitos Alliny Serrão (União Brasil), Acácio Favacho (MDB) e João Capiberibe (PSB).
O Globo