Sem trio elétrico, Cordão do Boitatá ocupa trajeto de megabloco no Centro do Rio
O Cordão do Boitatá comemora 30 anos de cortejos, voltando à região da Rua Primeiro de Março neste domingo. O Circuito Preta Gil, que ficou reservado nos últimos anos aos megablocos, recebe pela primeira vez uma folia sem trio elétrico. Quase 150 músicos, ala de estandarte, pernaltas e baianas fazem a festa no chão.
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— A Rua Primeiro de Março é dedicada a megabloco comerciais, com trio elétrico. Tem o Bola Preta, que é tradicional, mas com trio. Então estar aqui, sendo um bloco que vem no chão, é muito simbólico — celebra o fundador do cordão, Kiko Horta, lembrando os 30 anos de história: — É um coletivo de carnaval imenso, muitas pessoas lutaram pra chegar onde a gente chegou. A gente está muito feliz de poder desfilar onde a nossa festa é acolhida da forma que merece e onde a gente pode brincar como merece.
O cordão saiu pelas ruas do Centro do Rio pela primeira vez em 1997, mas foi retirado do percurso em 2012, por conta das obras de revitalização do Centro.
Patrimônio Imaterial do Estado do Rio e condecorado com a Medalha de Mérito Pedro
Ernesto (2021) e a Medalha da Ordem do Mérito Cultural Carioca (2022), o Cordão do Boitatá tem em seu repertório muito samba, marchinhas, afoxés, fantasias criativas e alegria. Em 2026, o bloco faz homenagens a Preta Gil, Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Áurea Martins e Odette Ernest Dias.
