Sem respostas claras, Trump repete que guerra no Irã 'vai acabar em breve' e minimiza impactos da alta do petróleo

 

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O presidente dos EUA, Donald Trump, repetiu nesta segunda-feira que a guerra no Irã "vai acabar em breve", pouco mais de uma semana após lançar, ao lado de Israel, intensos bombardeios que causaram grandes estragos ao país e que tiveram impacto em todo o Oriente Médio. Trump pôs em xeque o processo de sucessão na República Islâmica, que escolheu um novo líder supremo no fim de semana, e minimizou os impactos da disparada do preço do petróleo.

Em entrevista coletiva, Trump afirmou que "aniquilou completamente todas as forças do Irã", atingindo mais de 5 mil alvos desde o início do conflito, "incluindo locais responsáveis ​​pela fabricação de drones, poder naval iraniano e capacidade de mísseis".

— Isso vai acabar em breve — disse, se referindo à guerra. — E se recomeçar, eles serão ainda mais afetados.

O republicano disse que alguns alvos foram "deixados para depois", fazendo referência à infraestrutura energética iraniana, já sob ataque de Israel desde o fim de semana.

— Estamos esperando para ver o que acontece antes de atacá-los — afirmou, antes de dizer que esses locais poderiam ser destruídos "em menos de um dia".

Ele alertou as autoridades iranianas para que não tentem interromper o fluxo global de petróleo na região do Golfo Pérsico. Desde a semana passada, o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção global de petróleo e gás, está virtualmente bloqueado, e centenas de embarcações aguardam a melhora das condições de segurança para seguir viagem

— Vamos atingi-los com tanta força que será impossível para eles, ou para qualquer outra pessoa que os ajude, recuperar essa parte do mundo — afirmou. — Estamos fazendo isso para outras partes do mundo, como a China.

Segundo o presidente, “o Estreito de Ormuz continuará seguro" — mais cedo, ele sugeriu que poderia "assumir o controle" da passagem

— Vamos acabar com toda essa ameaça de uma vez por todas, e o resultado será a queda nos preços do petróleo e do gás para as famílias americanas — declarou o presidente, antes de minimizar os impactos da alta no preço do barril para os EUA. — [A crise de oferta] afeta muito mais os países do que os Estados Unidos. Não nos afeta de verdade. Temos petróleo de sobra.

Mais cedo, Trump afirmou duas vezes — à rede CBS News e em um discurso a parlamentares — que a guerra terminaria "muito rapidamente", apontando que, em sua opinião, a a operação está avançando mais rápido do que esperavam. Na entrevista coletiva, ao ser perguntado se o fim do conflito ocorreria ainda esta semana, disse que não.

As declarações serviram para reduzir a cotação do petróleo nos mercados internacionais, que superou a barreira dos US$ 100 por barril nesta segunda-feira. Trump também alegou que o regime estava pronto para atacar os EUA "em menos de uma semana" antes da decisão americana e israelense de bombardear o Irã, e que "se tivessem uma arma nuclear, teriam usado contra Israel", Ele não deu detalhes sobre suas alegações.

— Dentro de uma semana, eles iriam nos atacar com tudo. Estavam preparados. Tinham muito mais mísseis do que qualquer um imaginava e iriam nos atacar, mas também atacariam todo o Oriente Médio e Israel — disse aos parlamentares em Miami. — Eu sei que eles tinham todos aqueles locais de lançamento de mísseis e todos aqueles lançadores que nós eliminamos, cerca de 80% deles agora, aliás, eliminamos a maior parte, sabe, veja, o número de lançamentos diminuiu bastante. Eles têm muito poucos lançamentos restantes.