Sem provas, Eduardo Bolsonaro alega fraude na vitória de Lula sobre Flávio

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) veiculou um pronunciamento em vídeo, gravado em inglês na madrugada desta segunda-feira (26), acusando o pleito brasileiro de ter sido fraudado e solicitando o não reconhecimento do resultado por governos estrangeiros. A manifestação sem evidências fáticas ocorreu logo após a apuração confirmar a reeleição do presidente Lula (PT), que superou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno.

O parlamentar alegou uma “estranheza” na inversão do resultado, argumentando que nenhum candidato vitorioso na primeira etapa havia sido superado no turno final desde a redemocratização do país. Para fundamentar a narrativa, o deputado indicou a convergência ideológica dos postulantes eliminados no primeiro turno.

“É preciso lembrar que nenhum desses candidatos é de esquerda e pelo menos dois deles apoiaram abertamente — Caiado e Romeu Zema —, enquanto Augusto Cury declarou que não encorajaria seus eleitores a votar em Lula. Havia cerca de 9 milhões de votos em disputa, e, quando Lula venceu, foi como se ele tivesse obtido todos esses votos mais quase outros dois milhões, o que é inacreditável”, argumenta Eduardo.

A confirmação das urnas garantiu a Lula uma margem de 4,4 milhões de sufrágios acima do oponente, impulsionada pela reorganização do eleitorado e pela queda do abstencionismo. A ausência de eleitores registrou queda de 33 milhões para 30 milhões entre os dois turnos, enquanto a soma de opções nulas e em branco reduziu de 5,9 milhões para 4,1 milhões.

Paralelamente, a prorrogação das votações por mais duas horas em todo o território nacional — medida autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin após pleito de ambas as coligações — também se tornou alvo do parlamentar. “Isso foi imprevisível, inédito na história brasileira e ocorreu com a eleição em andamento; além disso, esse ministro não integra a Justiça Eleitoral, onde os juízes decidem sobre o pleito, não tendo legitimidade para isso”, afirmou.

O desfecho do pleito levou o próprio candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, a anunciar que requererá a anulação do resultado alegando favorecimento ao rival decorrente da prorrogação do horário. O argumento, contudo, contraria o posicionamento da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que assegurou a ausência de qualquer impacto da decisão judicial no processamento dos votos.

Por fim, o ex-deputado acionou projeções eleitorais que apontavam a liderança de seu irmão na reta final, omitindo que os mesmos levantamentos haviam falhado ao prever a primeira colocação no primeiro turno.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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