Sem férias completas e pouco tempo de preparação: como Flamengo e Vasco chegam para 1º clássico carioca de 2026
A temporada 2025 foi longa para Flamengo e Vasco. O primeiro jogou até 17 de dezembro, quando perdeu o Intercontinental para o PSG. O segundo, finalista da Copa do Brasil, foi até o dia 21. Cada vez mais inchado de jogos, o calendário já não espera mais as férias — ainda que seja um direito trabalhista. E o Campeonato Carioca, já na terceira rodada, reservou para ambos o primeiro clássico do Rio de Janeiro no ano. Cada um precisou montar — e ajustar — sua estratégia para se preparar para 2026. Planos longe do ideal que devem impactar tanto no confronto das 21h30, no Maracanã, quanto no desempenho ao longo dos próximos meses.
No curto prazo, as atenções estão voltadas para o Flamengo, que já teve seu planejamento atropelado e contará com o elenco principal e com o técnico Filipe Luís nesta quarta. A ideia inicial não era essa.
Os jogadores que voltaram aos trabalhos em 12 de janeiro — vindos de 25 dias de férias — estavam sendo preparados para dar o pontapé inicial na temporada daqui a uma semana, contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. Agora, ao invés de se prepararem por 16 dias, estrearão só nove dias depois da reapresentação. A escolha dos titulares passará pela análise da condição física.
O time sub-20 até receberia “reforços” pontuais do elenco de cima contra Vasco e Fluminense (domingo). Mas seguiria sendo a base da equipe. Só que a campanha com um ponto dos nove disputados no Carioca gerou pânico na torcida e no clube. Lanterna do Grupo B, o rubro-negro se vê ameaçado pelo risco de jogar o quadrangular do rebaixamento — que prevê duas partidas a mais que o mata-mata pelo título (seis contra quatro) e proporcionaria conflito de datas com o Brasileiro e com a Recopa Sul-Americana.
Pressionada, a comissão técnica abriu mão do planejamento. Uma aposta sem garantia de sucesso nesta quarta. Pelo pouco tempo de treinamento, porque o trabalho que vinha sendo feito não foi pensado para o clássico e porque deve encontrar um rival melhor fisicamente.
O Vasco fez uma aposta diferente e ousada. Parte do elenco se reapresentou em 2 de janeiro. Já os principais jogadores começaram os trabalhos no dia 5. Ou seja: tiveram apenas duas semanas de férias — a outra metade será concedida na pausa para a Copa, em junho. O pouco tempo parado evita que os jogadores percam condicionamento. Até por isso, o aspecto físico exige menos atenção neste começo de trabalho.
A força máxima já foi a campo na estreia, contra o Maricá, apenas dez dias depois da reapresentação. E, como o técnico Fernando Diniz decidiu apostar no revezamento entre titulares e reservas, o time A ganhou mais uma semana de preparação e chegará ao primeiro clássico do ano já no 17º dia de trabalho.
No caso cruz-maltino, as atenções maiores ficam para o longo prazo. O pouco tempo de descanso entre uma temporada e outra deve cobrar seu preço em algum momento.
Agora, os problemas maiores vêm do mercado. Depois de se despedir de Vegetti, que se transferiu para o Cerro Porteño, do Paraguai, o Vasco também não terá Rayan. Em estágio avançado de negociação com o Bournemouth, da Inglaterra, o clube decidiu tirar seu principal jogador do clássico. GB ou David disputam a vaga aberta no ataque cruz-maltino.
