Sem espaço na disputa ao Senado pelo Ceará, novo articulador do governo no Congresso admite que foi para o 'sacrifício'
O deputado José Guimarães (PT-CE), que assume nesta terça-feira a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), espaço deixado por Gleisi Hoffmann, traz uma dupla solução para o governo - além de fortalecer a articulação política do Palácio do Planalto no Congresso Nacional, ainda resolve a disputa interna do partido pelo candidato ao Senado. Com isso, Guimarães admitiu que foi para o "sacrifício" em prol do projeto Lula.
"Eu sempre fiz a política pensando no projeto. Já fui para muitos sacrifícios. Eu acho que o homem público, tem que ter sempre esse propósito, servir. Eu quero servir ao país, quero dar uma contribuição com o ministro de Estado e eu vou procurar fazer isso agora", afirmou o novo ministro.
Aliado de primeira ordem de Lula, Guimarães assume o cargo em cerimônia no Palácio do Planalto, que deverá contar com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e Davi Alcolumbre, do Senado. Como líder do governo na Câmara, Guimarães têm trânsito com as diferentes bancadas.
A Secretaria de Relações Institucionais é considerada chave para o Planalto, por fazer a articulação das pautas prioritárias do governo no Congresso. O governo pretende avançar com discussões como o fim da escala 6 x 1 e a renegociação das dívidas das famílias. Ele também terá papel importante no encaminhamento do nome do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao mesmo tempo, as alianças regionais poderão ficar melhor assentadas com a desistência de Guimarães em concorrer ao Senado. Lula ainda não fechou o palanque no Ceará, que deverá ter Elmano de Freitas na disputa à reeleição ao governo estadual. Para aumentar os apoios, o petista busca o apoio de Cid Gomes (PSB), que quer uma vaga no Senado, e Eunício Oliveira (MDB) que também quer entrar na disputa a senador.
No lugar de Guimarães como líder do governo na Câmara, assumirá o deputado e ex-ministro, Paulo Pimenta (PT-RS).
