Há dias em que a criatividade simplesmente some — especialmente quando travamos em um projeto exigente. Quando o bloqueio surge, a sensação é de que o cérebro precisa fazer o dobro de esforço para produzir algo simples.
Ao contrário do que muitos pensam, a solução não está em insistir no erro. Às vezes, uma boa caminhada longe das obrigações é o meio mais eficiente para oxigenar a mente.
É o que comprova um estudo da Universidade McMaster, no Canadá. Segundo o pesquisador Alex Thabane, o caminhar, principalmente em meio à natureza, estimula o pensamento divergente e ativa conexões cerebrais que ajudam a gerar novas ideias.
A proposta, nesse caso, não é andar de um lado para o outro forçando o fim do bloqueio, o que só serviria para sufocar ainda mais a criatividade. O ideal é focar na espontaneidade, escolhendo um ambiente relaxante e deixando que o corpo explore o espaço com calma.
Para além dos momentos de crise, recomenda-se reservar um horário diário para entrar em contato com a luz do sol, com a natureza e com estímulos analógicos. Manter esse hábito impacta diretamente a parte sensorial, aumenta o fluxo sanguíneo e libera o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), promovendo a neuroplasticidade — a capacidade do órgão de se adaptar e aprender.
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