Selton Mello reafirma voto em Lula e diz: “Jamais a intolerância truculenta”

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O ator Selton Mello declarou neste sábado (24) que votará no presidente Lula (PT), associando sua escolha eleitoral à defesa da democracia, da educação, dos direitos básicos e do respeito à diversidade. Em uma carta publicada nas redes sociais e dirigida a uma amiga, o artista também defendeu o diálogo entre pessoas com posições políticas distintas e afirmou que divergências não precisam destruir relações pessoais.

No texto, Selton reafirmou seu histórico de apoio ao Partido dos Trabalhadores. “Minha escolha será o treze, desde 1989 tem sido assim, com exceção dos anos de FHC”, escreveu, mencionando os períodos em que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ocupou a Presidência da República, entre 1995 e 2002.

Mais do que anunciar seu voto, o ator aproveitou a mensagem para defender uma postura política baseada na empatia e na disposição para ouvir quem pensa de maneira diferente. Ao se dirigir à amiga Alice, reconheceu que ela poderia fazer uma escolha eleitoral distinta e ressaltou que isso não alteraria seus sentimentos por ela.

“Compreenderei se sua escolha for diferente”, afirmou. Em outro trecho, Selton destacou a importância de preservar o diálogo mesmo diante das divergências.

“Precisamos saber construir pontes entre as diferenças e estarei sempre disposto a te ouvir com atenção e procurar entender seu raciocínio, que talvez seja diferente do meu”, escreveu. Afeto contra a intolerância

A defesa da convivência democrática ocupa lugar central na carta. Para Selton, as escolhas políticas também envolvem a capacidade de reconhecer a realidade e o sofrimento de outras pessoas.

Ao aconselhar a amiga, o ator ressaltou a importância da empatia como princípio para orientar decisões e relações humanas. “Vai pelo lado do afeto, da capacidade de se comover com a dor do outro”, aconselhou.

O artista também criticou a intolerância e encerrou essa reflexão com uma mensagem que sintetiza o tom da publicação: “Jamais a intolerância truculenta, Alice querida. Sempre a vida”.

A pandemia de Covid-19 aparece no texto como parte das razões que moldaram sua visão política. Selton criticou a condução da crise sanitária no Brasil, que, segundo ele, foi marcada por descaso e falta de sensibilidade.

A experiência reforçou, em sua avaliação, a importância de valorizar a vida, assegurar condições básicas de sobrevivência e construir uma sociedade mais justa. Ao relacionar sua posição eleitoral a esses princípios, o ator também destacou a educação e o respeito às diferenças como elementos fundamentais para o país.

Sua mensagem, portanto, não se limitou à indicação de um candidato, mas apresentou os valores que, segundo ele, devem orientar a vida pública e a convivência social. Selton Mello recomenda 13 obras para refletir sobre o Brasil

Além de declarar apoio a Lula, o ator compartilhou uma seleção de 13 obras culturais brasileiras que considera relevantes para compreender o país. A lista reúne filmes, livros e álbuns musicais que abordam diferentes aspectos da sociedade brasileira, incluindo desigualdade, identidade nacional, memória, violência e resistência.

Entre os filmes recomendados estão Ainda Estou Aqui, de Walter Salles; Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri; e Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. Na literatura, Selton indicou Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves; O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório; Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus; Macunaíma, de Mário de Andrade; e O Alienista, de Machado de Assis.

A seleção musical inclui álbuns que marcaram diferentes gerações e expressam aspectos da cultura brasileira. Entre eles estão Clube da Esquina, de Milton Nascimento e Lô Borges; Sobrevivendo no Inferno, dos Racionais MC’s; Construção, de Chico Buarque; Alucinação, de Belchior; e Da Lama ao Caos, de Chico Science & Nação Zumbi.

Ao compartilhar as recomendações, o ator afirmou que pretendia oferecer à amiga referências capazes de estimular novas perspectivas e reflexões sobre o país. Na carta, explicou que enviou as indicações para iluminar os pensamentos dela “hoje ou em qualquer tempo”.

A escolha das obras amplia o alcance da manifestação política: além de explicitar seu voto, Selton recorre à cultura como instrumento de reflexão sobre a realidade brasileira e sobre as diferentes experiências que constituem a sociedade.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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