Seleção natural ‘favoreceu’ ruivos, diz pesquisa de Harvard
Um estudo publicado nesta terça-feira (15) na revista Nature analisou o DNA de quase 16 mil pessoas que viveram nos últimos 10 mil anos na Europa e no Oriente Médio e chegou a uma conclusão surpreendente: a evolução humana foi muito mais ativa e rápida do que se pensava. Pesquisadores de Harvard identificaram centenas de genes que foram "escolhidos" pela seleção natural nesse período e notaram uma “preferência” pelos genes de pessoas ruivas.
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Além deles, os cientistas também notaram um aumento na ocorrência dos genes responsáveis por cinturas estreitas e doença celíaca.
A seleção natural, diz o estudo, foi ainda mais intensa depois que os humanos passaram da caça e coleta para a agricultura, há cerca de 10 mil anos. Genes ligados a doenças como diabetes tipo 2, esquizofrenia, e resistência ao HIV teriam sido moldados por pressões evolutivas recentes, por exemplo.
E, nesse meio, dizem os cientistas, também cresceu o número de ruivos: “ter cabelo ruivo era benéfico há quatro mil anos”, no entanto, os pesquisadores não conseguiram dar um motivo, apontando que, talvez, eles tenham pegado carona em outra característica mais importante do ponto de vista evolutivo.
Estudos anteriores de DNA antigo tinham identificado apenas cerca de 21 casos de seleção direcional — o tipo de seleção natural que ocorre quando uma versão de um gene que confere uma característica extrema prova ser vantajosa o suficiente para ser transmitida a mais descendentes.
A pesquisa, que durou sete anos, reconstruiu uma coleção de sequências de DNA de pessoas que viveram na Europa Ocidental e partes do Oriente Médio: foram mais de 250 arqueólogos e antropólogos reconstruindo os dados genéticos de mais de 10 mil indivíduos: cinco mil individuos ancesrtreais e seis mil humanos modernos
De acordo com David Reich, responsável pela pesquisa, este único artigo dobrou o tamanho da literatura de DNA humano antigo.
“O trabalho demonstra o poder da pesquisa de DNA antigo para elucidar a adaptação genética humana e outros princípios fundamentais da biologia evolutiva”, diz Harvard.
