Seis refeições por dia, fígado bovino e zero açúcar: os hábitos alimentares dos craques do futebol

Seis refeições por dia, fígado bovino e zero açúcar: os hábitos alimentares dos craques do futebol

 

Fonte: Bandeira



Seis refeições por dia, cortes radicais de açúcar, fígado bovino e até sobremesa antes do prato principal fazem parte da rotina alimentar de alguns dos maiores jogadores do futebol mundial. O tema chamou atenção da chef brasileira Cândida Batista, que vive há 20 anos na Europa e atualmente integra a equipe de um restaurante selecionado pelo Guia Michelin, em Viena, na Áustria. Acostumada ao rigor da alta gastronomia europeia, ela analisou hábitos alimentares adotados por atletas como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Robert Lewandowski e Erling Haaland, além do crescimento do papel dos chefs particulares no esporte de elite.

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Cristiano Ronaldo talvez seja o exemplo mais conhecido quando o assunto é disciplina alimentar. O jogador já revelou que costuma dividir a dieta em até seis refeições menores ao longo do dia, priorizando proteínas magras, vegetais e carboidratos integrais. Entre os pratos favoritos do português está o tradicional bacalhau à Brás, além do consumo frequente de peixes.

Ex-chefs ligados à rotina do atleta também afirmaram que Ronaldo evita açúcar e alimentos ultraprocessados mesmo fora das temporadas de competição. "Coma regularmente", já declarou o jogador ao comentar os hábitos que mantém ao longo da carreira.

Messi também transformou a alimentação ao longo dos anos. O argentino já admitiu que consumia refrigerantes e alimentos considerados inadequados para atletas antes de iniciar uma reeducação alimentar baseada em vegetais, azeite de oliva e refeições mais leves.

A mudança aconteceu após o início do trabalho com o nutricionista italiano Giuliano Poser, responsável por adaptar sua rotina durante uma das fases mais importantes da carreira.

Para Cândida, o futebol moderno mudou completamente a relação dos atletas com a comida. "Hoje, muitos jogadores tratam a alimentação quase como parte do treino", afirma.

Outro caso que despertou o interesse da chef foi o de Robert Lewandowski, conhecido por um hábito considerado incomum até entre nutricionistas esportivos. O atacante já contou que prefere comer a sobremesa antes do prato principal por acreditar que isso melhora a digestão dos doces.

Já Erling Haaland virou assunto após revelar o consumo frequente de fígado e coração bovino dentro de uma dieta de aproximadamente seis mil calorias diárias. "Você não come isso, mas eu me preocupo em cuidar do meu corpo", afirmou o atacante em um documentário sobre a própria rotina.

Segundo Cândida, muitos jogadores europeus passaram a montar equipes particulares para controlar a alimentação até fora dos clubes, incluindo chefs privados responsáveis por cardápios específicos para treino, recuperação muscular e períodos de descanso.

Um dos nomes mais conhecidos nesse universo é o chef Jonny Marsh, que ganhou notoriedade ao desenvolver menus personalizados para atletas da Premier League de acordo com objetivos físicos e intensidade dos treinamentos.

Para a chef brasileira, a alimentação dos grandes jogadores deixou de ser apenas uma questão estética e passou a funcionar como parte estratégica da carreira esportiva. "A cozinha desses atletas virou quase uma extensão da academia", conclui.