Tarcísio: investimentos em tecnologia Bob Paulino/Globo Segurança pública foi um dos temas abordados pelos três candidatos aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais em entrevistas aos telejornais locais da TV Globo, na tarde de terça-feira (15). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também destacou a recente crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF); o candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, tentou se desvincular de seus aliados políticos que estão sendo alvos da Justiça; e o ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), afirmou que, se for eleito, vai trabalhar na regionalização da saúde. Candidato à reeleição, Tarcísio disse ao SP1, da TV Globo, que, se reeleito, vai ampliar investimentos em tecnologia e em ações de combate à receptação de celulares roubados. Defensor de punições mais duras para criminosos, Tarcísio foi questionado sobre como lidar com a superlotação de cadeias. Ele afirmou que o plano é construir mais oito novos presídios ao longo dos próximos quatro anos. Sobre a investigação de policiais suspeitos de ligação com o crime organizado, Tarcísio afirmou que fortaleceu a Controladoria-Geral do Estado para auxiliar na prevenção à corrupção nos quadros da administração pública: “É importante a gente dar o exemplo. Toda vez que um desvio é detectado a gente vai punir exemplarmente.” Candidatos aos governos de São Paulo, Rio e Minas participam de entrevistas Tarcísio, que lidera a corrida eleitoral no Estado de São Paulo, com 49% das intenções de votos, segundo o Datafolha de sexta-feira (11), disse que a recente crise envolvendo o STF exige ampla investigação e transparência dos procedimentos para dar uma resposta à população. Para o governador, há uma “exaustação ética” e o cenário deixa o eleitor descrente na política. Ele negou que a crise relacionada às investigações ao caso Master afete sua campanha, a despeito da citação de envolvimento de aliados próximos, a exemplo do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente. Mais recentemente o nome de Tarcísio também foi citado de forma lateral em um depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em sua proposta de acordo de colaboração premiada, o empresário disse que os R$ 2 milhões doados para a campanha de Tarcísio em 2022 eram fruto de uma negociação de propina intermediada por Gilberto Kassab (PSD), aliado na chapa. Na ocasião, Tarcísio chamou a versão de absurda, uma vez que a empresa que supostamente seria beneficiada já tinha contrato com o governo e depois foi descredenciada quando o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central. Ruas: críticas a antecessores João Cotta/Globo Tarcísio procurou minimizar o aumento de reclamações contra a Sabesp. A companhia foi privatizada em julho de 2024, uma das promessas de campanha do governador em 2022. Em abril deste ano, a Sabesp liderava o número de queixas registradas no Procon-SP, com cerca de 19 ocorrências por dia. Até maio desse ano, a empresa também registrou ao menos quatro mortes ocorridas em decorrência de obras da companhia, além de danos de grandes proporções, como a explosão na região oeste da capital paulista, em maio. Tarcísio lamentou os acidentes e as mortes, mas destacou aumento do número de domicílios atendidos e do aumento da rede de coleta e tratamento de esgoto no Estado. “É claro que em função do acidente [de maio de 2026], mudou a forma de execução das obras (...) para diminuir a possibilidade de ter acidentes”, afirmou. O governador também foi questionado sobre o aumento dos registros de falhas nas linhas de trens em metrô que, segundo levantamento da TV Globo, cresceu 27% no primeiro semestre de 2026. A média é de mais de uma falha por dia e a alta maior foi verificada nas linhas privatizadas. Tarcísio disse que haverá um verificador independente na agência reguladora responsável pela fiscalização das concessionárias para garantir o cumprimento dos contratos de prestação de serviços. No Rio, Douglas Ruas defendeu o aperfeiçoamento da legislação penal para impor um agravante a detentores de mandato político que praticarem ilícitos. Questionado se isso valeria para o presidente de seu partido, Valdemar Costa Neto - condenado por corrupção e lavagem de dinheiro - o candidato respondeu: “Todos aqueles que praticaram ilícito, sim, deve ter agravante, com certeza absoluta.” Em entrevista ao RJ1, da TV Globo, o candidato do PL pregou ainda o “banimento” da política para aqueles que foram punidos por práticas ilícitas, independentemente de partido. Ruas, que foi secretário de Cidades de Cláudio Castro, também buscou se afastar do grupo político do ex-governador. “Cada um tem o seu CPF”, disse. Douglas Ruas, que, no Datafolha divulgado sexta-feira, aparece atrás de Eduardo Paes, do PSD (43%), com 25% das intenções de voto, também fez críticas à política de segurança pública de seus antecessores, buscando se eximir de sua participação no último governo. Segundo o candidato, o executivo fluminense focou apenas em “administrar o domínio territorial”, tratando os sintomas, mas sem atacar a origem do problema. Kalil: recomposição de forças Leonardo Milagres/g1 Em Belo Horizonte, Alexandre Kalil defendeu a recomposição das forças de segurança do Estado e a integração entre segurança e assistência social para combater a violência contra a mulher. As afirmações foram feitas durante sabatina conduzida pelos jornalistas Mara Pinheiro e Sérgio Marques, no telejornal MG1, da TV Globo. O pedetista defendeu a regionalização da rede hospitalar, com estruturas adaptadas às necessidades de cada região. Kalil acrescentou que considera como melhor modelo a gestão tripartite, em que a União entra com 50% dos recursos, o Estado e o município, com 25% cada. Kalil foi questionado sobre a falta de proposta de reajuste salarial para as forças de segurança no seu plano de governo, e sobre como conduziu uma greve da Guarda Municipal de Belo Horizonte em 2019, que tinha como mote o reajuste dos salários. À época, o então prefeito decidiu recolher as armas da Guarda Municipal e aquartelar a corporação. Kalil disse, no entanto, que não se tratou de uma punição aos grevistas. “Não houve punição nenhuma. O que houve foi que eles ameaçaram abandonar a cidade em um movimento que não é legítimo. (...) Eu disse que não tinha problema, a Polícia Militar vai ocupar para mim”, lembrou Kalil. O ex-prefeito de BH marcou 11% no Datafolha, atrás de Cleitinho Azevedo (Republicanos), com 37%; e em empate técnico com Patrus Ananias (PT), com 13%.
Notícias
Segurança pública é tema de sabatinas regionais
Fonte da notícia:
Valor
Valor
Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?
Acessar matéria no site Valor