Segurança envolvido na morte de ciclista em Copacabana deu falso depoimento antes de ser preso, diz delegado - QTU Questões do Universo

Segurança envolvido na morte de ciclista em Copacabana deu falso depoimento antes de ser preso, diz delegado

Fonte: Bandeira da fonte

Dois entregradores envolvidos na morte de um ciclista em Copacabana, na Zona Sul do Rio, já foram identificados pela polícia e buscas estão sendo feitas para localizar e cumprir mandados de prisão temporária.
Ao todo, são quatro agressores.
Dois deles já foram presos.
Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado foram identificados como seguranças da rua onde Claudio Rafael Landeiro, de 37 anos, foi abordado e em seguida espancado até a morte.

Em entrevista ao CBN Rio, o delegado Ângelo Lages, titular da delegacia de Copacabana, disse que o segurança Davi Santos Machado esteve na delegacia, na segunda-feira (17), acompanhado da família da vítima, e, em um primeiro depoimento, mentiu, dando informações falsas sobre a participação dele na agressão:
"O Davi, na segunda-feira, ele veio à delegacia, ele veio junto com a família da vítima.
Eu não sei exatamente como é que foi esse encontro.
Ele prestou um depoimento, contou parte da história, ele contou uma versão que interessava a ele, ele disse que teve um problema com o Cláudio Rafael na Barata Ribeiro, que teria dado um soco nele só, por conta dessa questão da bicicleta, e que a partir dali, entregadores do Ifood teriam levado ele, ele não sabe o que aconteceu e que o cara teria sido achado morto depois.
Só que imediatamente, quando a gente viu as primeiras imagens na Barata Ribeiro, essa versão já caiu por terra, porque ali ele já é agredido com um porrete.
Depois nós ouvimos o Davi novamente e ele confessou o crime, e ele não consegue justificar pra gente por que ele fez aquilo.
Mas, de fato, ele não mostrou nenhum tipo de arrependimento, ele só não sabe explicar, porque realmente é uma coisa assim, tão surreal, que fica difícil da gente entender."
Ângelo Lages detalha o crime brutal contra Cláudio Rafael Landeiro e a demonstração de total desprezo dos agressores pela vida humana.
O delegado destaca ainda que a vítima lutou meia hora pela vida:
"Quando a gente olhou todo esse conjunto de imagens, o que deixou a gente mais assim, além do espancamento, a questão da luta pela sobrevivência da vítima.
Ela ficou ali meia hora caída no chão, na rua, na Felipe de Oliveira, lutando pela vida dela.
Ele levantava, caía, levantava, caía, ele se mexia, você vê que ele estava lutando para sobreviver.
O corpo de bombeiros chegou meia hora depois, chegou a socorrê-lo, ele foi para o Hospital Miguel Couto e infelizmente ele veio a falecer".
Davi Santos Machado se entregou, nessa quinta-feira (20), em uma delegacia da Baixada Fluminense.
Mais cedo, outro envolvido, Jorge Luiz Ricardo Dias, também se entregou na própria delegacia de Copacabana e foi confrontado pela irmã da vítima da vítima.
De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da delegacia de Copacabana, a dupla, contratada por comerciantes locais da rua, fazia segurança clandestina.
O delegado também contou que o celular de Davi Machado foi apreendido e vai solicitar a quebra de sigilo:
"Ele já disse para a gente que o celular teve um problema que ele precisou apagar, resetar o aparelho, mas a gente já dispõe de tecnologia para recuperar essas informações, então realmente isso vai ser um próximo passo para que a gente possa avançar no sentido de identificar quem são esses vigilantes, esses vigiais de rua que estão prestando esse serviço de forma irregular e se de alguma forma eles teriam ligação com grupos de justiceiros que atuam na Zona Sul".
Ouça a entrevista completa: