Seguradoras estimam R$ 40 milhões em indenizações por danos a automóveis após chuvas em MG

 

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As fortes chuvas que atingiram municípios da Zona da Mata mineira, em fevereiro, devem gerar quase R$ 40 milhões em indenizações de seguros de automóveis, segundo um levantamento parcial da Federação Nacional de Seguros Gerais.

Até o início de março, mais de 670 sinistros envolvendo veículos danificados por enchentes ou por deslizamentos de terra já foram acionados, segundo informações de 14 seguradoras que atuam na localidade. Além disso, foram registradas mais de 900 solicitações de assistência, como serviços de guincho e apoio emergencial aos segurados.

Entre os municípios impactados, Ubá concentra o maior número de sinistros com automóveis e motocicletas, sendo 318 registros, seguida por Juiz de Fora, com 287 casos. As demais ocorrências foram registradas em cidades do entorno também impactadas.

Em termos financeiros, o levantamento da federação aponta que Ubá concentra a maior estimativa de indenizações, cerca de R$ 22 milhões em pedidos de seguro a serem pagos por perdas de veículos após as enchentes. Lá, pelo menos três concessionárias do centro comercial ficaram completamente alagadas e perderam 180 automóveis, segundo dados da CDL, Câmara de Dirigentes Lojistas. Na sequência, Juiz de Fora é a cidade com mais indenizações, no valor estimado de R$ 13 milhões.

Segundo Jaime Soares, presidente da Comissão de Automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais, no caso de desastres envolvendo eventos climáticos extremos, as seguradoras agilizam os pagamentos às vítimas.

"A nova lei dos seguros, dentre vários fatores, traz novas obrigações e responsabilidades. Fundamentalmente para situações como essa, ela vai garantir que, após a entrega de todos os documentos necessários, as indenizações, por exemplo, de automóveis, possam acontecer no prazo máximo de até 30 dias. Mas o que eu posso dizer, independentemente da questão legal, que sim vem regulamentar, regularizar e criar responsabilidades, as seguradoras, obviamente, fazem uma grande promoção para que as indenizações aconteçam entre 1 e 2 dias no máximo para situações como essa o mais rápido possível", afirmou.

Com esses cenários cada vez mais frequentes, a federação ressalta que os consumidores devem ficar atentos e garantir a inclusão do seguro do patrimônio. Jaime Soares reforça, por exemplo, que no caso de habitação, a maior parte dos planos não prevê a cobertura automática.

"Eventos climáticos são cada vez mais frequentes. Naturalmente, isso impacta o número de sinistros de automóvel, principalmente por conta dos alagamentos. Os veículos completos, chamados compreensivos, automaticamente, em todas as seguradoras que oferecem essa cobertura, as pessoas já possuem o seguro contra esse tipo de incidente. Já no seguro residencial, essas coberturas não são automáticas. Então, é muito importante que as pessoas, no caso, de seguros residenciais, possam, junto aos seus corretores, essa cobertura que é adicional para que ela possa ser incluída no pacote principal das coberturas", explicou.

Em Juiz de Fora, por exemplo, um levantamento parcial da prefeitura aponta que quase 2 mil moradias foram totalmente destruídas pelas fortes chuvas, principalmente após inúmeros deslizamentos de terra e de encostas.

Os temporais registrados na Zona da Mata mineira também deixaram 72 mortos e mais de 8 mil pessoas desalojadas e desabrigadas, conforme a Defesa Civil Estadual.