Segundo autoridades, americanos a bordo do navio afetados pelo hantavírus não serão necessariamente colocados em quarentena
Passageiros americanos evacuados do navio de cruzeiro afetado por um surto mortal de hantavírus não serão necessariamente colocados em quarentena, afirmou no domingo um alto funcionário do Departamento de Saúde.
Jay Bhattacharya, diretor interino do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), pediu calma ao público americano em relação ao hantavírus. "Isso não é COVID", disse ele no domingo (10), no programa "State of the Union" da CNN.
Washington anunciou na sexta-feira que providenciaria um voo de repatriação para os 17 americanos que estavam a bordo do MV Hondius, onde três passageiros morreram e outros adoeceram.
Ao chegarem, os americanos serão examinados e entrevistados para avaliar o risco. Todos os passageiros serão levados para uma instalação especializada em Nebraska, mas não serão necessariamente colocados em quarentena.
A unidade de biocontenção do Centro Médico da Universidade de Nebraska foi ativada para se preparar para a chegada deles. "A previsão é de que eles desembarquem em Omaha na manhã de segunda-feira", disse a porta-voz do centro médico, Kayla Thomas, em um comunicado.
"Um passageiro será transportado para a Unidade de Biocontenção do Nebraska", disse Thomas. A pessoa "testou positivo para o vírus, mas é assintomática". Os outros passageiros serão avaliados e, dependendo do risco, poderão "permanecer no Nebraska, se desejarem, ou, se preferirem voltar para casa e a situação permitir, serão transportados com segurança, sem expor outras pessoas ao longo do caminho", explicou Bhattacharya.
