Secretário do Tesouro americano diz que permanência de Powell é 'violação' de normas do Fed; Trump ironiza

 

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O secretário do Tesouro, Scott Bessent, criticou Jerome Powell por sua decisão de permanecer no Conselho do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) após deixar o cargo de presidente, afirmando que isso representa uma ruptura com a tradição do Fed.

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— É altamente incomum para alguém que diz ser institucionalista e se preocupar com as normas do Fed — disse Bessent em entrevista ao canal de TV americano Fox Business nesta quarta-feira, referindo-se a Powell. — Isso é uma violação de todas as normas do Federal Reserve.

Logo depois, por volta das 19h (Horário de Brasília), o presidente americano Donald Trump publicou em sua rede social: “Jerome ‘sempre atrasado’ Powell quer continuar no Fed porque não consegue emprego em lugar nenhum — ninguém quer ele!”.

Bessent falou depois de Powell ter presidido, mais cedo no mesmo dia, sua última reunião de apresentação da decisão de política monetária como presidente do Fed.

Powell anunciou que permanecerá como membro do Conselho de Governadores por um período indeterminado após Kevin Warsh, indicado do presidente Donald Trump para sucedê-lo, ser confirmado pelo Senado e assumir o cargo. Seu mandato como presidente acaba no próximo dia 15 de maio, mas seu mandato como membro do Conselho, com direito a voto, vai até o fim de janeiro de 2028.

O atual chefe da autoridade monetária afirmou estar preocupado com uma série de questionamentos legais contra o Fed e disse que deixará o cargo quando a investigação sobre um projeto de renovação de um prédio do banco central estiver “verdadeiramente encerrada”.

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— Ficarei por tempo indeterminado no Conselho até que a investigação esteja finalizada — ele afirmou, dizendo que a permanência é explicada pela “série de ataques legais” que o Fed vem sofrendo, que, em sua visão "ameaçam a capacidade de conduzir a política monetária sem considerar fatores políticos".

— Sairei quando achar apropriado — afirmou Powell.

Bessent, do Tesouro americano, afirmou que a decisão equivale a um “insulto” a Warsh e aos diretores Michelle Bowman e Christopher Waller, que também foram indicados por Trump, “ao supor que esses outros indicados republicanos não se importam com a instituição do Fed e que apenas ele pode manter a integridade do banco central.”

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