Secretário de Trump cria Escritório de Assuntos Religiosos do Pentágono: 'vestindo armadura de Deus'

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Fonte da notícia: CBN CBN

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, lançou um escritório de assuntos religiosos diretamente vinculado a ele no Pentágono. Segundo Hegseth, o escritório vai ajudar no fornecimento de 'apoio religioso de primeira classe'. 'Pode-se dizer que nosso departamento está vestindo toda a armadura de Deus, porque, embora travemos uma guerra física, todos sabemos que a verdadeira batalha é espiritual', disse. Hegseth incorporou seu cristianismo evangélico à sua liderança no Pentágono, promovendo cultos religiosos para os funcionários e frequentemente se referindo aos Estados Unidos como uma nação cristã. Segundo um comunicado do Pentágono, o Gabinete de Assuntos Religiosos defenderá a presença de capelães militares e o apoio religioso 'no mais alto nível do Departamento'. Não irá 'obrigar a participação religiosa, favorecer uma fé em particular ou diminuir os direitos do pessoal, independentemente de sua fé ou da ausência dela'. Algumas autoridades criticaram a iniciativa. A diretora da organização Americans United for Separation of Church (Americanos Unidos pela Separação das Igrejas), disse que o Pentágono 'deve aos membros das Forças Armadas do país defender a liberdade religiosa' 'O último anúncio de Hegseth viola essa promessa ao elevar o cristianismo a um papel ainda mais importante na formulação da política militar dos EUA', comentou Rachel Laser. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca O presidente Donald Trump criou um Escritório de Fé na Casa Branca e teve uma iniciativa semelhante durante seu primeiro mandato. O chefe do novo escritório ainda não foi nomeado. Um memorando do Pentágono afirma que o diretor de assuntos religiosos coordenará os recursos espirituais, incluindo 'apoio ao ensino domiciliar baseado na fé para famílias militares'. Hegseth também pressionou o sistema de escolas militares para introduzir mais disciplinas que se baseiam em influências conservadoras e cristãs. O memorando menciona 'iniciativas baseadas na fé que apoiam a redução do suicídio em todo o Departamento'. Nos últimos anos, as forças armadas têm se tornado cada vez mais dependentes de capelães para ajudar a lidar com o número crescente de soldados com problemas de saúde mental. Hegseth afirmou que deseja que os capelães se concentrem mais em Deus e menos em'autoajuda e autocuidado' terapêuticos. Em meio a isso, o Ministério da Defesa também reduziu drasticamente o número de afiliações religiosas que reconhece oficialmente, de mais de 200 tradições anteriormente reconhecidas para 31. A lista já não inclui ateus, unitaristas universalistas, pagãos e wiccanos. Em seu discurso na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, na Virgínia, Hegseth dirigiu-se diretamente aos capelães. Usando uma linguagem com nuances cristãs, ele disse: 'Vivam a sua vocação. Mantenham-se firmes. Preguem a verdade. Ministrem ao rebanho'. Ele então citou a Bíblia: 'O Senhor está ao meu lado; não temerei. O que me podem fazer os homens?' Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação/Casa Branca

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