Secretário de Saúde de Trump diz que não tem medo de germes porque já usou drogas no vaso
O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr. afirmou não ter 'medo de germes' porque 'costumava cheirar cocaína em assentos de vaso sanitário'. A afirmação foi feita em entrevista ao podcast This Past Weekend.
A conversa surgiu quando os dois discutiram seu histórico compartilhado de abuso de drogas e a frequência com que participavam de reuniões de apoio antes de estas serem canceladas durante a pandemia de COVID. Posteriormente, eles formaram um grupo 'pirata' que continuou se reunindo durante a pandemia.
Kennedy, filho do ex-presidente JFK, refletiu sobre suas décadas de recuperação do abuso de álcool e outras substâncias e disse:
'Não tenho medo de germes... Eu costumava cheirar cocaína em assentos de vaso sanitário. Eu sei que essa doença (drogas) vai me matar. Tipo, se eu não fizer isso, se eu não tratar, o que para mim significa ir a reuniões todos os dias, é simplesmente ruim para a minha vida'.
O secretário já falou abertamente sobre seu vício em drogas no passado, que começou após o assassinato de seu pai em junho de 1968, em Los Angeles, Califórnia.
Ele foi preso duas vezes por crimes relacionados a drogas: por posse de cannabis em 1970 e por posse de heroína em 1983. Ele atribui a esta última prisão o fato de ter sido o fator que o motivou a ficar sóbrio.
Apesar disso, Robert F. Kennedy Jr. é conhecido por declarações polêmicas, como ao não acreditar nas vacinas, além de associar elas ao autismo em crianças (algo falso). Também já fez diversos comentários sem comprovação científica sobre medicamentos e o tema pelo qual controla no governo americaano, a saúda.
A Protect Our Care, uma organização sem fins lucrativos que luta por um sistema de saúde acessível nos EUA, pediu a renúncia dele após a entrevista.
Em comunicado, afirmaram que ele era 'a pessoa mais perigosa, despreparada e inadequada que já liderou uma agência federal tão importante, com poder de vida ou morte'.
Enquanto isso, Aaron Reichlin-Melnick, pesquisador sênior do Conselho Americano de Imigração, destacou atitudes diferentes em relação às atitudes em relação ao vício.
'Só para lembrar que o governo Trump chama os imigrantes que se tornaram viciados em drogas de 'os piores dos piores' criminosos, não importa há quanto tempo tenham começado seus problemas de dependência', comentou.
