Secretário de Guerra dos EUA prevê esta terça (10) como o 'dia mais intenso de ataques ao Irã'

 

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O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse à imprensa que esta terça-feira (10) será o dia mais intenso de ataques contra o Irã até o momento, durante uma coletiva no Pentágono para falar sobre a situação da ofensiva americana.

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Os objetivos, segundo ele, são de destruir o arsenal de mísseis do Irã e sua capacidade de fabricá-los, além de destruir sua Marinha”; e “impedir permanentemente o Irã de obter armas nucleares”.

O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos mais altos cargos do país, ameaçou nesta terça-feira (10) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Larijani disse não ter medo do que chamou de "ameaças vazias" do norte-americano e disse que Trump deve tomar cuidado "para não ser eliminado".

Trump afirmou à Fox News que estaria disposto a conversar com o Irã, mas que isso depende dos termos da conversa.

O republicano falou que Teerã queria muito conversar. Ele também reiterou sua insatisfação com o novo Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei e disse que, se a República Islâmica não parar com o bloqueio ao Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo consumido no mundo, as consequências "serão graves" ao regime.

O Irã também rechaçou as falas de Trump e disse que é Teerã quem decidirá quando que o conflito terminará.

Irã descarta possibilidade de cessar-fogo

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã.

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O governo iraniano voltou a descartar nesta terça-feira (10) qualquer possibilidade de um cessar-fogo.

Quatro países do Oriente Médio farão reduções significativas na produção diária de petróleo em meio à guerra travada entre os EUA, Israel e Irã, segundo a agência de notícias norte-americana Bloomberg nesta terça.

Segundo fontes da agência, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram sua produção conjunta em até 6,7 milhões de barris por dia. Isso corresponderia a cerca de 6% da oferta mundial de petróleo.

O Comando Central dos Estados Unidos informaram que as forças armadas americanas atacaram mais de 5.000 alvos e danificaram ou destruíram mais de 50 navios iranianos nos primeiros 10 dias da Operação Epic Fury.

Os alvos incluíram centros de comando e controle, prédios do quartel-general da Guarda Revolucionária Iraniana e instalações de inteligência, sistemas integrados de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis balísticos, navios e submarinos da Marinha iraniana, sistemas de defesa aérea iranianos, locais de mísseis antinavio, instalações de comunicação militar e locais de fabricação de mísseis balísticos e drones.