Secretário de Energia nega que EUA estejam

Secretário de Energia nega que EUA estejam 'roubando' petróleo venezuelano: 'Prioridade é o povo'

Fonte: Bandeira da fonte

O Secretário de Energia dos Estados Unidos negou nesta quarta-feira que o país esteja "roubando petróleo venezuelano", após críticas ao acordo "histórico" entre as duas nações, que inclui a exploração de 20% das reservas da Venezuela.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em 28 de agosto que havia chegado a um acordo com Caracas, pelo qual Washington assumirá o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris das reservas do país.
A Venezuela espera receber US$ 209 bilhões (cerca de R$ 1,064 trilhão na cotação atual) em lucros ao longo de 25 anos.
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"Eu vi essas manchetes.
'Estamos roubando petróleo venezuelano.' Claro que isso não é verdade! Os recursos, o petróleo da Venezuela, pertencem efetivamente ao povo venezuelano", disse Chris Wright à AFP, que fazia parte de um pequeno grupo de jornalistas na pista do Aeroporto de Maiquetía, que serve Caracas.
"Empresas privadas fornecem o capital para a produção de petróleo, mas os lucros, royalties e impostos vão todos para o governo venezuelano e para o povo venezuelano", afirmou ele ao final de sua visita ao país para a assinatura de acordos nos setores de petróleo e energia elétrica.
"Tudo o que estamos fazendo é pegar um recurso subterrâneo ocioso que não traz nenhum benefício para o povo venezuelano e fornecer o capital e a tecnologia para desenvolvê-lo, de modo que beneficie a Venezuela e o mundo", acrescentou, afirmando que existem "esquemas de compartilhamento de receita para a produção".
Wright enfatizou a importância de reformar o setor elétrico, considerando os frequentes apagões que duram várias horas no país e o fato de que o setor petrolífero precisa de energia para funcionar.
"Precisamos de ambos", disse ele, "energia para os venezuelanos e para os produtores de petróleo.
A boa notícia é que já existe uma enorme capacidade de geração de energia elétrica na Venezuela que não está sendo utilizada."
"Acredito que, em breve, gigawatts de capacidade serão adicionados ao sistema elétrico venezuelano simplesmente reativando parte da infraestrutura existente", afirmou.
É claro, ressaltou, que "a prioridade número um é o povo venezuelano" e a melhoria de suas condições de vida.
É mais fácil "aumentar a capacidade de geração de energia nos próprios campos de petróleo, mas ambas as coisas precisam acontecer em paralelo".
O Secretário se referiu a um plano de cinco anos para reconstruir o sistema elétrico, com os primeiros efeitos esperados dentro de seis a doze meses.
Na frente política, em resposta às declarações de Trump nesta quarta-feira, nas quais ele disse que a Venezuela ainda "não estava pronta" para as eleições, Wright esclareceu que se trata de um processo.
"Precisamos fortalecer algumas das instituições civis na Venezuela, mas o plano para as eleições não mudou em nada", disse.
"Precisamos estabilizar o país, fazer a economia girar", acrescentou o Secretário.
"Não podemos ficar parados, de braços cruzados, enquanto as eleições acontecem", enfatizou.