'Se tivesse contado antes, poderia ter evitado o que aconteceu com Henry', diz jovem que acusa Jairinho de agredi-la quando criança
O quarto dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel foi marcado pelo depoimento de Kaylane Pereira, filha de uma ex-namorada do ex-vereador. Muito emocionada, ela relatou à juíza episódios de agressões que teria sofrido quando ainda era criança.
— Cada vez que eu conto a história eu revivo. Me sinto culpada, se eu tivesse contado antes poderia ter evitado o que aconteceu com Henry — lamentou Kaylane durante o depoimento no II Tribunal do Júri.
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Kaylane afirmou que Jairinho a buscava em casa enquanto mantinha relacionamento com sua mãe e dizia que a levaria para restaurantes. Segundo ela, os encontros aconteciam em um local que acredita ser um motel.
— Ele passava lá em casa, falava que ia me levar para comer, e a gente ia para um lugar. Hoje eu acredito que seja um motel, porque a gente não ia para restaurante — afirmou Kaylane durante o julgamento.
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A jovem é filha de Natasha, ue x-namorada de Jairinho. O relato ocorre após o Ministério Público já ter denunciado, em 2021, o então vereador por supostamente torturar a menina quando ela tinha cerca de 5 anos.
Na denúncia, os promotores afirmam que Jairinho “batia com a cabeça da vítima contra diversos lugares, chutava e desferia socos contra a barriga da criança, além de afundá-la na piscina colocando seu pé sobre sua barriga”.
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Kaylane ainda afirmava que Jairinho repetia diversas vezes que se ela “não existisse seria muito melhor” e que ela “atrapalhava a vida deles”:
— Ele dizia que se eu não estivesse ali seria melhor. Que eles ficaram mais juntos até em momentos românticos. Que eu atrapalhava a vida dela e deles. Ele queria ficar só com ela.
O depoimento acontece no mesmo dia em que o advogado Fabiano Tadeu Lopes, principal nome da defesa de Jairinho, retornou ao plenário após sofrer um infarto no último sábado durante a preparação para o júri.
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Segundo a jovem, no entanto, os encontros aconteciam em um local que hoje ela acredita ser um motel.
— Ele passava lá em casa, falava que ia me levar para comer, e a gente ia para um lugar. Hoje eu acredito que seja um motel, porque a gente não ia para restaurante — afirmou.
Kaylane relatou que, nesses encontros, sofria agressões físicas. Segundo ela, Jairinho dava “mocas” e socos e chegou a afundá-la repetidas vezes em uma piscina.
— Ele ficava me afundando até eu encostar no chão e depois me soltava. Eu esperava e ele me afogava de novo com o pé dele até o chão várias vezes — disse a testemunha.
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A jovem também afirmou que o então padrasto apertava seu braço com força e que, em uma ocasião, precisou colocar gesso. Segundo ela, Jairinho dizia que a lesão teria ocorrido por conta das aulas de jiu-jítsu que fazia na época.
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Kaylane contou ainda que nunca revelou as agressões à mãe enquanto ela mantinha relacionamento com Jairinho porque era ameaçada emocionalmente.
— Ele falava que, se eu contasse para minha mãe, ela ia ficar muito triste, que ela ia chorar, e que eu seria a razão disso — relatou.
Segundo a testemunha, os episódios ocorreram mais de cinco vezes, embora ela diga não conseguir precisar exatamente quantas.
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