'Se nos esquecermos de Gaza, abandonaremos parte de nós mesmos', diz escritor Rachid Benzine
Com 112 páginas, “O livreiro de Gaza” é tão curto quanto ambicioso. Em seu veloz romance, Rachid Benzine defende o direito de permanência e investiga os significados de uma cultura ameaçada pelo desaparecimento. O livro parte do encontro fortuito entre o jovem fotógrafo francês Julien e o personagem que nomeia a obra, Nabil, cuja trajetória se confunde com a do próprio enclave. Na primeira obra do franco-marroquino lançada no Brasil, pela Intrínseca, o fotojornalista traduz a Faixa de Gaza como um “teatro de miséria e loucura”, “um baile grotesco, em que os vivos não estão completamente vivos, embora não cheguem a estar de fato mortos”, “um cemitério, onde até as sombras parecem perdidas, as vidas o são em parênteses, e todos temem o ponto final”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
