'Se eu vou jogar? Não sei, só o técnico sabe', diz Ronaldinho Gaúcho ao ser apresentado pelo Ravenna, da Itália

Fonte: Bandeira da fonte

Aos 46 anos, Ronaldinho Gaúcho tentará marcar seu gol de número 300 pelo Ravenna, um ambicioso clube da terceira divisão italiana que articulou o inesperado retorno do craque brasileiro, apresentado nesta quinta-feira.
— Estou muito feliz por estar aqui com amigos.
Temos uma equipe capaz de conquistar coisas boas — disse Ronaldinho em sua apresentação oficial, em uma praia na cidade de Ravena, durante uma entrevista coletiva reservada a um grupo seleto de veículos de imprensa escolhidos pelo clube e pelo estafe do jogador: — Se eu vou jogar? Não sei, só o técnico (Andrea Mandorlini) sabe.
É ótimo estar de volta à Itália, estou aqui para ajudar meus companheiros a vencer.

O ex-astro de Paris Saint-Germain, Barcelona e Milan chegou à costa do Mar Adriático em um jato particular por volta do meio-dia, segundo o jornal La Gazzetta dello Sport.
Ronaldinho desembarca na Itália para sua apresentação como jogador do Ravenna
Divulgação / Ravenna
— Como vocês podem ver, estou em boa forma.
Eu me sinto bem (...).
Se eu conseguir marcar o meu 300º gol, será ainda melhor — acrescentou.
Ronaldinho, campeão da Copa do Mundo de 2002 e que disputou 97 jogos (33 gols marcados) pela seleção brasileira, fez sua última partida oficial em setembro de 2015, pelo Fluminense.
Ao todo, são 299 gols marcados em 787 partidas, segundo o site O Gol.

Ao final de uma longa cerimônia, o craque subiu ao palco para cumprimentar seus novos companheiros de equipe e posar ao lado de dirigentes do clube, segurando uma camisa com seu nome e o número 10.
Ronaldinho deve participar de um treino aberto ao público nesta sexta-feira.
Ronaldinho posa no palco com a camisa do Ravenna FC ao lado do presidente do clube, Ignazio Cipriani (primeiro da direita), durante a apresentação da equipe em Marina di Ravenna
STEFANO RELLANDINI / AFP
Seu retorno foi anunciado em junho, em Miami, durante a Copa do Mundo de 2026, pelo empresário ítalo-americano Ignazio Cipriani, proprietário do Ravenna desde 2024.
— O objetivo dele é romântico: tentar marcar seu último gol.
Seu envolvimento não é só uma jogada de marketing para falarem de nós — declarou Cipriani, antes de confirmar que Ronaldinho vai adquirir uma participação no clube e não jogará contra a Reggiana na próxima segunda-feira, na estreia da equipe na Serie C italiana.
O Ravenna terminou em terceiro lugar no Grupo B do último campeonato da terceira divisão e tem como principal objetivo retornar à Serie B, que não disputa desde 2008.
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Ronaldinho Gaúcho posa ao lado do empresário Ignazio Cipriani exibindo a camisa do Ravenna, clube italiano da terceira divisão que anunciou parceria com o ex-jogador em um projeto voltado para futebol, marketing e projeção internacional
Reprodução/ge
Fundado em 1913, o Ravenna tem sede na cidade de mesmo nome, na região da Emília-Romanha, no norte do país, e manda seus jogos no Estádio Bruno Benelli.
Identificado pelas cores vermelho e amarelo, o clube nunca figurou entre as grandes potências do futebol italiano, mas construiu uma trajetória centenária marcada por acessos, rebaixamentos e sucessivas tentativas de retornar aos principais palcos do esporte.
Seu momento mais relevante ocorreu na década de 1990.
Em 1993, a equipe conquistou pela primeira vez o acesso à Serie B e, ao longo dos anos seguintes, acumulou sete participações na segunda divisão italiana.
A última delas terminou na temporada 2007/08.
Desde então, o Ravenna passou por dificuldades financeiras e administrativas que o levaram a um longo período distante das categorias mais altas do futebol nacional.
Nos últimos anos, porém, o clube iniciou um processo de reconstrução e voltou a disputar a Serie C.
O objetivo declarado da diretoria é recuperar espaço no cenário italiano e buscar um novo acesso à Série B, contando para isso com investimentos e maior exposição da marca
É nesse contexto que surge Ronaldinho Gaúcho.
Campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002, vencedor da Bola de Ouro de 2005 e ídolo de clubes como Barcelona e Milan, o ex-meia não disputa uma partida oficial desde 2015, quando encerrou sua passagem pelo Fluminense.
Ainda assim, continua sendo um dos atletas mais reconhecidos do planeta e mantém forte apelo comercial.