A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (29/10), operação para aprofundar as investigações sobre a aplicação irregular de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos do município de Palhoça (SC) em fundos de investimento. De acordo com a corporação, o fato ocorreu em 2013, e os crimes apurados são de gestão fraudulenta, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Batizada de Operação Casa de Palha, a ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços residenciais ligados aos investigados nos municípios de São José (SC), onde foram realizadas três buscas, e Palhoça (SC), onde foi realizada uma. A Polícia Federal também representou pelo bloqueio de valores, pela indisponibilidade de imóveis e pelo sequestro de veículos e embarcações dos investigados e de empresas ligadas a eles, para reparação dos danos e prejuízos estimados pela PF em R$ 16 milhões.
As investigações tiveram início a partir de auditorias da Secretaria de Previdência (SPREV), que identificaram irregularidades nas aplicações dos recursos do fundo de previdência dos servidores de Palhoça. Os investimentos teriam sido feitos sem as formalidades exigidas.
As apurações indicam que parte desses recursos desviados pode ter retornado a agentes públicos envolvidos no esquema. A Polícia Federal também identificou indícios de que esses valores foram convertidos em imóveis e veículos registrados em nome de terceiros.
A PF informou que as investigações serão aprofundadas a partir da análise do material apreendido, a fim de encontrar novas evidências e identificar outras pessoas envolvidas na atividade criminosa.
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