O sargento Jesiel, da Polícia Militar (PM-PA) se apresentou na tarde desta sexta-feira (04/09), no Batalhão Especial Penitenciário (BEP), em Belém. Jesiel seria o responsável por atirar e matar o servidor público Paulo Santos Barbosa, de 45 anos, conhecido como “Popó”, na noite do último sábado (29), na comunidade Morada Nova, área do bairro do Marabá, em Salvaterra, no Marajó.
O policial esteve acompanhado da advogada Rosane Magliolhe. Em seguida, Jesiel foi apresentado oficialmente à autoridade policial na Seccional da Sacramenta, para formalização do ato judicial. O procedimentos com relação ao armamento será realizado junto à Corregedoria da PM, e encaminhado para perícia.
O sargento deverá passar por exame de corpo de delito para poder ser encaminhado oficialmente para o presídio. O sargento Jesiel deverá cumprir o mandado de prisão preventiva decretada pelo juiz de Salvaterra.
A Polícia Militar do Pará informou que o policial citado foi apresentado à Delegacia de Polícia Civil da Sacramenta por um oficial da Corregedoria da corporação. O militar estava acompanhado de advogado. O Grupo Liberal tenta contato com a defesa do sargento Jesiel. O espaço segue aberto.
CASO - O servidor público Paulo Santos Barbosa, de 45 anos, mais conhecido como “Popó”, teria levado um tiro quando o sargento Jesiel realizava uma abordagem contra Paulo e seu filho. O sargento estaria de folga no momento da ocorrência.
De acordo com os relatos de testemunhas, Paulo caminhava por uma das ruas da comunidade acompanhado do filho quando os dois teriam sido abordados pelo policial. A motivação da abordagem estaria relacionada a uma suposta dívida atribuída ao filho da vítima. O policial teria discutido com os dois homens, após uma agressão física contra o filho da vítima. Paulo teria permanecido no local para questionar o motivo da abordagem e da agressão ao filho.
O policial teria então efetuado disparos de arma de fogo contra Paulo. Os primeiros tiros teriam atingido as pernas da vítima, que caiu no chão. Em seguida, um disparo teria atingido a região do peito. Paulo não resistiu aos ferimentos e morreu. Imagens sobre o caso passaram a circular nas redes sociais. Familiares e pessoas que conheciam o servidor ficaram indignados com a violência.
O Liberal