Sardar Azmoun, artilheiro histórico do Irã, não disputará a Copa do Mundo após foto com autoridades de Dubai
O atacante Sardar Azmoun, terceiro maior artilheiro da história da seleção do Irã, não disputará a Copa do Mundo de 2026. O jogador de 31 anos não está na lista de convocados que a federação do país anunciou, nesta segunda-feira.
Azmoun (91 partidas pela seleção e 57 gols) foi duramente criticado pela imprensa estatal em março, chegando a ser chamado de "traidor" depois que uma foto publicada em seu perfil no Instagram o mostrava ao lado do primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, aliado dos Estados Unidos e apoiador de Washington em sua guerra contra o Irã.
O técnico Amir Ghalenoei defendeu nas últimas semanas que escolheria os jogadores para o Mundial com base em "critérios técnicos", diante das suspeitas de que o atacante ficaria fora por motivos políticos.
Na lista final estão Alireza Jahanbakhsh e Mehdi Taremi, outros dois jogadores que, no passado, também fizeram críticas ao regime da República Islâmica.
Azmoun, de 31 anos, que atuou por clubes europeus como Bayer Leverkusen e AS Roma, já havia sido criticado em 2022 por apoiar os manifestantes durante o amplo movimento de protestos que ocorreu após a morte de Mahsa Amini.
Na Copa do Mundo organizada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, o Irã enfrentará a Nova Zelândia em sua estreia, no dia 15 de junho, em Los Angeles.
No entanto, segundo o embaixador iraniano no México, os jogadores da seleção nacional ainda não obtiveram o visto para viajar aos Estados Unidos.
Os iranianos foram obrigados a transferir seu centro de treinamento para a cidade fronteiriça mexicana de Tijuana, inicialmente previsto para Tucson, em meio a um contexto de forte tensão entre Irã e os Estados Unidos devido à guerra no Oriente Médio.
