São Paulo: Apreensão de drogas sintéticas aumenta 750% no estado, afirma Secretaria de Segurança
O volume de drogas sintéticas apreendidas em São Paulo cresceu 750% no Estado, segundo levantamento da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Dados divulgados nesta sexta-feira mostram que as ações do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) resultaram na apreensão de cerca de 187 quilos das chamadas drogas K em 2025, frente a 22 quilos registrados em 2024.
De acordo com a pasta, o avanço nas apreensões está ligado à intensificação das operações contra centros de distribuição na capital paulista ao longo do ano passado. As drogas K são substâncias sintéticas produzidas em laboratório e consideradas de alto potencial viciante e com efeitos mais perigosos à saúde.
Segundo o diretor do Denarc, César Castiglioni, o aumento nas apreensões reflete uma mudança no perfil de produção dessas substâncias, que passaram a ser fabricadas em território nacional. A nova dinâmica exigiu uma atuação mais direcionada aos pontos de armazenamento e distribuição.
As investigações têm como foco as chamadas “casas bomba”, estruturas usadas para abastecer pontos de venda de entorpecentes. Apesar do crescimento expressivo nas apreensões, o departamento afirma que o monitoramento estatístico não indica, até o momento, aumento significativo no consumo de drogas sintéticas no estado.
Ao longo de 2025, as operações do Denarc resultaram na apreensão de 19,4 toneladas de drogas em todo o estado. A maior parte correspondeu à maconha, com 9,4 toneladas, seguida pela cocaína, com 5,8 toneladas.
O balanço anual também aponta crescimento relevante na apreensão de dinheiro em espécie. Enquanto em 2023 e 2024 os valores recolhidos giravam em torno de R$ 1 milhão, em 2025 o montante chegou a R$ 5,7 milhões. Parte desse aumento, segundo a direção do departamento, está associada à ampliação das investigações, com recuperação de valores e bloqueios determinados pela Justiça.
O Denarc destaca que as diligências em centros de distribuição seguem como prioridade estratégica diante da complexidade do tráfico e da necessidade de enfraquecer as estruturas financeiras e logísticas das organizações criminosas que atuam no estado.
