São Paulo amplia frota de ônibus elétricos, mas programa tem atraso

São Paulo amplia frota de ônibus elétricos, mas programa tem atraso

Fonte: Bandeira



Na semana do Meio Ambiente, um dos programas que a Prefeitura de São Paulo tem mencionado como trunfo de sua gestão é a ampliação da frota de ônibus elétricos da capital. Esse aumento está, de fato, ocorrendo, mas numa agenda mais lenta do que a prometida em campanhas.

Num folheto que está sendo distribuído para promover ações sustentáveis em junho, a gestão Ricardo Nunes diz que os veículos movidos a bateria são 1.259 agora, representando 10,3% da frota.

— Cada ônibus elétrico que a gente coloca na rua, a gente deixa de consumir 35 mil litros de óleo diesel por ano, que representa 6.400 árvores por ano — afirmou o prefeito num dos eventos de entrega dos veículos, referindo-se à quantidade de CO2 que essa vegetação estaria absorvendo, em vez de emitir.

A prefeitura também afirma estar evitando emissões de gases do efeito estufa com o uso de 250 caminhões de coleta de resíduos sólidos e carretas de transbordo que são movidos a biometano. Por ter origem orgânica, considera-se que esse gás é um combustível renovável.

"A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans destacam que a cidade opera a maior frota de ônibus elétricos do Brasil" afirmou o órgão público em comunicado. "O Plano de Metas prevê a substituição de 2.200 ônibus movidos a diesel por modelos de matriz energética limpa até o final desta gestão."

A despeito do resultado que a prefeitura tem para mostrar sobre a ampliação, a meta anunciada agora é uma repetição de meta do mandato anterior, que não foi cumprinda. A promessa era parte da gestão iniciada pelo então prefeito Bruno Covas, morto em 2021 dando lugar a seu vice.

Recentemente, Nunes citou em discurso que a indústria automotiva está com dificuldade de atender à demanda por novos veículos elétricos. Além disso, acusou a Enel, concessionária que distribui energia na Grande São Paulo, de demorar para atender a pedidos de instalação de infraestrutura para carregamento nas garagens.

A empresa, porém, diz que está em dia com a demanda.

"De 2024 até abril deste ano, a distribuidora entregou 90,8 MW de energia a 35 garagens de ônibus, o suficiente para abastecer pelo menos 2.020 ônibus", afirmou em nota. "Nos últimos 12 meses, a utilização máxima das garagens em relação à potência total instalada não chegou a 50%, sendo que em maio foi de apenas 46%. A companhia reitera que tem atendido a toda demanda de infraestrutura elétrica planejada e demandada pelos operadores de ônibus da cidade de São Paulo."