Santos, Palmeiras ou Corinthians: qual o time do coração de Oscar Schmidt?
Um dos maiores nomes do basquete brasileiro, Oscar Schmidt também teve uma relação marcante com o futebol ao longo da vida. O “Mão Santa”, que morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, nasceu torcedor do Santos, mas mudou de clube após viver um momento decisivo no Corinthians.
A ligação inicial com o time da Vila Belmiro veio ainda na infância, influenciada pela admiração por Pelé. Naquele período, o Santos vivia o auge de sua história, impulsionado pelo camisa 10, o que ajudou a consolidar a preferência do jovem Oscar.
Além disso, o jogador também demonstrava simpatia pelo Fluminense, especialmente em jogos de futebol de botão, um dos passatempos da infância.
Início no Palmeiras e primeiros passos no basquete
Apesar da ligação com o futebol, foi no basquete que Oscar construiu sua trajetória. Ele iniciou a carreira nas categorias de base do Palmeiras e estreou no time adulto em 1975, no ginásio do Sírio.
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A primeira oportunidade foi dada por Wlamir Marques. Na estreia, contra o Sírio, marcou quatro pontos — número modesto diante do total acumulado na carreira, que chegou a 49.973.
Oscar permaneceu no clube até 1978. Nesse período, conquistou o Campeonato Brasileiro de 1977, quando o Palmeiras venceu o Flamengo e consolidou uma equipe competitiva na época.
Virada para o Corinthians após título nacional
Anos depois, já consolidado no esporte, Oscar teve uma passagem marcante pelo Corinthians. Entre 1995 e 1997, foi o principal nome do time e liderou a conquista do Campeonato Brasileiro de 1996.
Na campanha, o ala foi cestinha e eleito o jogador mais valioso (MVP) da competição. O desempenho dentro de quadra também teve impacto fora dela: foi nesse período que ele decidiu mudar sua torcida no futebol.
Em entrevista, o ex-jogador afirmou que a conquista pelo Corinthians foi determinante para a mudança de clube.
Antes: torcedor do Santos
Depois: torcedor do Corinthians
Motivo: título brasileiro de 1996 no basquete
Relação com o Corinthians e legado
A identificação com o Corinthians foi além das quadras. Em 2011, Oscar se tornou o primeiro atleta sem ligação com o futebol a ser homenageado na calçada da fama do clube.
Já na reta final da carreira, outro momento marcante envolveu o esporte: atuando pelo Flamengo, ele dividiu a quadra com o filho Felipe, em uma experiência rara no basquete brasileiro.
A trajetória de Oscar Schmidt, marcada por conquistas no esporte e histórias curiosas fora dele, reforça o impacto do atleta dentro e fora das quadras.
