Longe da própria casa desde 13 de julho de 2025, o Santa Cruz corre contra o tempo para poder retornar ao local que carrega suas identidades e que foi palco de diversas conquistas. Buscando iniciar 2027 já com a presença de público no Arruda, um grupo de trabalho foi estabelecido unindo os três poderes do clube: Executivo, Conselho Deliberativo e Comissão Patrimonial.
O grupo que trabalha pelo retorno do estádio do Arruda é composto por Tarcisio Magalhães e Sergio Goiana (Patrimonial); Bruno Rodrigues e Guilherme Leite (Executivo); e Victor Pessoa de Melo (Deliberativo). @@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
Histórico Na época da última partida na casa tricolor, o estádio estava liberado com apenas 50% da sua capacidade máxima.
Durante o empate em 1x1 contra o Santa Cruz de Natal pela Série D 2025, diversos torcedores registraram as condições do estádio tricolor e denunciaram por meio das redes sociais. As imagens apresentaram concretos das arquibancada superior desabando e ferragens expostas.
Desde então, apesar das dificuldades financeiras da associação, o clube foi realizando pequenas intervenções na estrutura do estádio para viabilizar a liberação do espaço. Na última atualização em relação ao Arruda na Defesa Civil do Recife, no último mês de agosto, o clube tinha atendido recomendações da corporação no tocante da recuperação da estrutura.
O parecer da Defesa Civil do Recife considera que foram atendidas as recomendações relacionadas ao trecho entre os Portões 5 e 6, em especial quanto à delimitação e à execução dos serviços de recuperação estrutural no local. Assim, o grau de risco no trecho foi reduzido de Risco Muito Alto (R4) para Risco Médio (R2).
A classificação anterior não estava relacionada à constatação de risco iminente de colapso global da estrutura, mas à possibilidade de ocorrência de acidentes localizados decorrentes das manifestações patológicas identificadas, informou em nota.
A ideia inicial do clube era ir liberando setores etapa por etapa e, a princípio, contar com cerca de 15 mil torcedores de largada, com cadeiras, sociais, camarotes e uma parte da arquibancada superior do lado do canal do Arruda de início. Estádio do Arruda está há mais de um anos sem receber público - Foto: Ricardo Fernandes/Folha de Pernambuco
Profissional com diversos serviços prestados nas operações de jogos do Santa Cruz e considerado como peça-chave para o processo de transição para SAF, Guilherme Leite revela que o Arruda está sendo estudado para que as melhores intervenções sejam atribuídas. “Estão acontecendo neste momento os estudos e orçamento para início das intervenções.
Dessa forma, ainda não existe esse detalhamento de setorização”, revelou Guilherme Leite.
Por fim, para a reabertura do estádio, o Santa ainda depende da aprovação do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) e da emissão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Futuro
Próximo de sacramentar a implementação da SAF, a Comissão Patrimonial perderá o status de independência. Em resumo, os membros do poder passarão a reportar diretamente ao presidente do Executivo, que será novamente Bruno Rodrigues após aclamação ainda este ano.
Ao que tudo indica, Adriano Lucena, presidente da Comissão Patrimonial no último triênio, não participará da próxima composição e já não atua oficialmente no processo. Vale lembrar que os investidores da SAF planejam investir cerca de R$ 20 milhões no estádio ao longo dos próximos três anos.
A cessão do Arruda ao grupo de investimento será realizado em comodato, ou seja, espécie de empréstimo gratuito de bens, mas com determinações de conservação e dentro de um período de tempo, será implementado ao lado dos futuros investidores.
Folha de Pernambuco