A cantora Sandy, de 43 anos de idade, convidada da edição desta quarta-feira (16) do Saia Justa, bateu um papo daqueles com as apresentadores do programa: Eliana, Bela Gil, Erika Januza, Juliette e Tati Machado. Na conversa descontraída, a primeira vez da artista no programa, um dos assuntos tratados foi a tradição machista e misógina da rivalidade entre mulheres. Sandy, filha do sertanejo Xororó com Noely Lima, e que fez dupla musical com o irmão, Junior Lima, por muitos anos com o duo Sandy & Junior, analisou ainda como foi crescer diante dos holofotes do Brasil inteiro, incluindo comparações e confrontos orquestrados pela mídia desde a infância.
Sandy começou exaltando o irmão, que já esteve no famoso sofá. "Ele é um menino... [risos] Menino, tem 42 anos. Mas ele tem um caráter maravilhoso, um enorme coração", disse ela sobre o músico e ex-parceiro de palco.
Já sobre rivalidade feminina, ela falou do principal caso: Wanessa Camargo. "Ah, eu tive, né, porque comecei muito cedo, mas não passei muito no início, porque a gente estava menos sozinho. Não tinha muitas duplas infantis ou, se surgia, logo desaparecia", disse ela.
"Mas,com 17 anos, surgiu Wanessa Camargo e aí acho que, porque, publicamente, aos olhos das pessoas, entendiam a Wanessa como se ela tivesse um comportamento 'oposto' ao meu. Saíam muitas matérias e capas de revistas, rótulos nela e em mim, e foi muito triste isso. A gente cresceu, se encontrava nos bastidores, pais das mesmas áreas, mesma idade. Não tinha nada [de rivalidade]", lamentou a artista. "A gente se dava bem, viajávamos juntas. Esquisito, né? E durou anos! Foi muito criado. Lembro de pessoas de fora instigando. 'ah, você viu a Wanessa?'. As pessoas ficavam botando pilha", completou Sandy. Na entrevista, ela ainda falou sobre o programa Nesse Canto Eu Canto, que também discute o tema e como virar o jogo em prol da sororidade. O quinteto de apresentadoras ainda traz à tona outro tema importante: a importância do 'não', já que a maioria das pessoas evita negar pedidos para fugir de conflitos e como isso, claro, se reflete nas mulheres, gerando um esgotamento muitas vezes silencioso.
"Eu tenho poucas, mas boas amigas, de muito tempo, amigas de verdade! Amigas de contar segredos, de estender a mão, de quando uma está passando uma dificuldade e eu me sinto amparada. Tenho uma rede feminina muito boa e elas sabem que também podem contar comigo. Na escola eu já tinha habilidade de fazer design de sobrancelhas e no intervalo eu fazia sobrancelhas, maquiagem. Já maquiei amigas pra formaturas, casamentos. Amigas me pedem dicas de coisas que me interesso e o inverso vale também", ainda comemorou Sandy. Eliana, Tati, Erika, Bela e Juliette ainda falam da cultura da 'incontinência facial', quando olhares e outras expressões faciais entregam momentos de desconforto e constrangimento diante de perrengues sociais no dia a dia.
Sandy Kelly Fuzaro Sandy Kelly Fuzaro Sandy Kelly Fuzaro
Revista Quem