Salgueiro apresenta maior barco da história da Sapucaí em desfile em homenagem a Rosa Magalhães

 

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Pela primeira vez em 40 anos de Sapucaí, o Salgueiro encerra os desfiles do Grupo Especial do Rio. Para a ocasião especial, a agremiação levará à Avenida o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna de pau”, homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, que morreu em 2024. Entre os destaques do carnaval desenvolvido por Jorge Silveira está o carro abre-alas.

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A alegoria é o maior barco já desfilado na Avenida. Formado por dois tripés e três chassis, o abre-alas apresenta uma embarcação de 70 metros de comprimento, cerca de 11 metros de largura e 15 metros de altura. Números expressivos que dialogam com a identidade salgueirense: a escola ficou marcada por alegorias de grandes dimensões.

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Em 2023, por exemplo, ao apresentar o enredo “Delírios de um Paraíso Vermelho”, o Salgueiro levou o maior carro em extensão da história da Sapucaí: 95 metros de comprimento — equivalente a quase o gramado do Maracanã — divididos em três chassis.

Salgueiro – “Delírios de um Paraíso Vermelho”

Marcos TerraNova | Riotur

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Detalhes do abre-alas

A alegoria levou quatro meses para ficar pronta e mobilizou cerca de 80 profissionais de diferentes áreas, como serralheria, pintura e elétrica. Na parte frontal, animais e livros — fontes recorrentes de inspiração de Rosa Magalhães — antecedem o grande barco central. A composição se completa com um dragão e outros seres místicos que marcaram os carnavais da artista.

As esculturas foram desenvolvidas por artistas de Parintins e, segundo o carnavalesco Jorge Silveira, as dimensões grandiosas são intencionais.

— É intencional ser grande. A ideia é começar o desfile causando impacto. Esse enredo é para tocar o público pelo coração. Então iniciamos com o encantamento e o convite aos carnavais de Rosa — explica.


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Após se debruçar sobre mais de cinco mil desenhos deixados por Rosa Magalhães, a equipe de enredistas constatou que os barcos eram uma das imagens mais recorrentes em sua obra. Referências a meios de locomoção eram uma marca constante nos desfiles da professora.

— É um trabalho muito inspirado no universo da Rosa Magalhães. Ela tinha uma ideia de deslocamento muito forte em seus desfiles, sempre com símbolos que marcam esse caminho. O barco era uma figura comum em seus carnavais, então, apostamos nessa ideia para o desfile — revela Leonardo Antn, historiados e enredista do Salgueiro.

Por isso, o convite aos seus carnavais é feito por meio da embarcação. No abre-alas, alguns pontos merecem atenção especial:

Trampolinistas no topo do carro

Esculturas de animais produzidas por artistas de Parintins

Livros espalhados pela alegoria

Iluminação cênica

O dragão que integra a composição central

Com o barco monumental rasgando a Sapucaí como símbolo de travessia e imaginação, o Salgueiro aposta na força do espetáculo para transformar o encerramento do Grupo Especial em um tributo à altura de Rosa Magalhães. Ao reunir grandiosidade, memória e fantasia, a escola promete fechar a noite convidando o público a embarcar, mais uma vez, no universo criativo da professora que fez do carnaval uma jornada sem medo e sem limites.

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