Salário, estabilidade e crescimento são prioridades para trabalhador

Salário, estabilidade e crescimento são prioridades para trabalhador

Fonte: Bandeira



Uma pesquisa realizada pela Nexus e divulgada nesta sexta-feira, 5, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que salário, estabilidade e perspectiva de crescimento são os fatores mais valorizados pelos trabalhadores brasileiros para suas carreiras nos próximos cinco anos.


O levantamento aponta que 28,7% dos entrevistados indicaram o salário como principal diferencial da ocupação desejada. Em seguida, 22,4% assinalaram a estabilidade no emprego e 20,1% destacaram a perspectiva de crescimento na carreira.


Esses critérios superam outras prioridades, como a flexibilidade do horário de trabalho (19,3%), a possibilidade de trabalhar de casa ou em regime de home office (15,9%) e a jornada de trabalho reduzida (9,8%).


Preferência por emprego formal persiste


A especialista em Políticas e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Claudia Perdigão, avaliou que "mesmo nesse cenário de novas modalidades de trabalho, em que a flexibilidade acaba sendo também uma moeda de troca, esses fatores tradicionais são valorizados e acabam sendo muito associados ao emprego com carteira assinada".


Para Perdigão, a estrutura de trabalho formal continua sendo a primeira opção do trabalhador, o que o leva a mirar essa relação de trabalho no médio e longo prazo. A pesquisa ouviu 2.008 pessoas a partir de 16 anos, em todos os 26 estados e no Distrito Federal, entre 10 e 15 de outubro de 2025.


Principais obstáculos para aspirações profissionais


Os participantes da pesquisa também listaram os principais entraves para alcançar suas aspirações profissionais.


Os principais obstáculos identificados foram:


A falta de oferta de vagas de emprego com boas condições (22% dos entrevistados);

A ausência de experiência prática suficiente (17,6%);

A escassez de cursos de formação exigidos pelo mercado na região de moradia (16,9%);

A necessidade de cuidar de parentes (16,1%);

A falta de formação ou qualificação exigida pelo mercado (12,7%);

A ausência de informação sobre vagas disponíveis (11,9%);

A discriminação por parte dos empregadores (8,3%).


CLT ainda é o formato mais desejado


A 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira também revelou uma forte preferência pelo emprego formal. Mais de um terço dos ocupados (36,3%) que buscaram trabalho no mês anterior à pesquisa apontaram o emprego regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como o tipo de oportunidade mais atrativa.


Entre os jovens de 25 a 34 anos que estavam trabalhando e procurando uma nova oportunidade, a preferência pelo trabalho formal foi ainda maior, atingindo 41,4%.


Embora um em cada dez brasileiros que estavam ocupados e procuraram emprego tenha classificado como atrativas as oportunidades de trabalho autônomo em plataformas digitais, como motorista ou entregador de aplicativos, apenas 30% dos interessados veem essa modalidade como principal fonte de sustento.


Apesar dos desafios e aspirações, 95% dos entrevistados declararam-se satisfeitos com o emprego atual, com 70% afirmando estar "muito satisfeitos".