Saída de Lewandowski é a 15ª troca no governo Lula; veja todas as mudanças

 

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Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça (MJ), oficializada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (9), chega a 15 o número de trocas no primeiro escalão do governo Lula desde o início do terceiro mandato, em janeiro de 2023. Com a mudança, o presidente Lula mantém a média de uma alteração ministerial a cada dois meses e meio.

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O comando do MJ passará a ser exercido interinamente pelo secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, após a saída de Lewandowski. O ministro entregou na quinta-feira ao presidente Lula sua carta de demissão, em uma conversa antes da cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques golpistas do oito de Janeiro.

Apesar da saída, integrantes da equipe dele deverão permanecer em seus postos até a indicação do próximo ministro pelo presidente, como informou o colunista do GLOBO Lauro Jardim.

Veja as mudanças anteriores

Celso Sabino (sem partido)

No dia 17 de dezembro do ano passado, o presidente Lula anunciou a saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo. Sabino, que havia sido expulso do União Brasil por descumprir a orientação do partido de deixar o governo, foi substituído por Gustavo Feliciano, filho do deputado Damião Feliciano (União Brasil-PB).

Gonçalves Dias (sem partido)

Deixou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República em abril de 2023, após virem à tona vídeos de sua postura durante os atos de 8 de janeiro daquele ano

Daniela Carneiro (União Brasil)

Em julho de 2023, foi substituída no Ministério do Turismo por Celso Sabino, do mesmo partido, em busca de mais apoio da sigla no Congresso

Ana Moser (sem partido)

A ex-jogadora de vôlei deixou o Ministério do Esporte em setembro de 2023 para dar lugar a André Fufuca (PP), mais uma vez numa costura política junto ao Centrão

Márcio França (PSB)

Nas mesmas tratativas, Silvio Costa Filho (Republicanos) assumiu a pasta de Portos e Aeroportos. França foi realocado no então recém-criado Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte

Flávio Dino (PSB)

Deixou a Esplanada no início de 2024 para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi substituído por Ricardo Lewandowski (sem partido) no Ministério da Justiça e Segurança Pública

Silvio Almeida (sem partido)

Acusado de assédio por Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, acabou sendo trocado por Macaé Evaristo (PT) na pasta de Direitos Humanos e Cidadania em setembro do ano passado

Paulo Pimenta (PT)

Foi substituído por Sidônio Palmeira (sem partido) na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República no início deste ano após críticas à condução da área

Nísia Trindade (sem partido)

Um mês depois, em fevereiro, a ministra da Saúde não resistiu a diferentes pressões e deu lugar a Alexandre Padilha (PT)

Alexandre Padilha (PT)

Antes de assumir a pasta da Saúde, Padilha ocupava a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, que passou a ser comandada por Gleisi Hoffmann (PT)

Juscelino Filho (União Brasil)

Entregou o cargo de ministro das Comunicações para focar na própria defesa após ser denunciado pela PGR por suspeita de desvio de emendas parlamentares

Carlos Lupi (PDT)

O ministro da Previdência, Carlos Lupi pediu demissão do cargo de ministro da Previdência em maio, nove dias após uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelar um esquema bilionário de desvios em aposentadorias e pensões do INSS

Cida Gonçalves (PT)

A ex-ministra das Mulheres foi substituída do cargo por Lula pela assistente social e professora Márcia Lopes em maio deste ano, diante de descontentamento no Planalto quanto à gestão da pasta e processos na Comissão de Ética da Presidência contra a então titular

Márcio Macêdo (PT)

Deixou a Secretaria-Geral da Presidência em outubro e foi substituído pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP).