Saiba quais são as obras de Matisse recuperadas após roubo em São Paulo; veja imagens

Saiba quais são as obras de Matisse recuperadas após roubo em São Paulo; veja imagens - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Polícia Civil de São Paulo recuperou, nesta quinta-feira, oito gravuras do pintor francês Henri Matisse, que haviam sido roubadas da Biblioteca Mário de Andrade em dezembro do ano passado. As pinturas são “O Palhaço” (Le Clown), “O Circo” (Le Cirque), “Senhor Leal” (Monsieur Loyal), “O Pesadelo do Elefante Branco” (Cauchemar de l’Éléphant Blanc), “Os Codomas” (Le Codomas), “O Nadador no Aquário” (La Nageuse dans l’Aquarium), “O Engolidor de Espadas” (L’Avaleur de Sabres) e “O Cowboy” (Le Cowboy). Todas fazem parte da série “Jazz”, produzida pelo artista em 1947.

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As obras foram concebidas já nos momentos finais de Matisse. Em 1941, o gravurista, pintor e escultor foi em Lyon, na França, em decorrência de um câncer. Com a mobilidade reduzida e saúde debilitada, o artista decidiu criar. Dentro das próprias condições, produziu a série “Jazz”: gravuras criadas a partir da técnica inovadora, à época, de “desenho com tesoura”.

A técnica, que também envolvia papel pintado com tinta guache, produzia figuras de diferentes formas — das orgânicas às geométricas —, reorganizadas pelo artista em composições criativas.

Todas as oito peças recuperadas da série Jazz estão avaliadas em mais de R$ 1 milhão. Durante o roubo, outras cinco obras de Candido Portinari também foram levadas e ainda não foram localizadas. As autoridades suspeitam que elas tenham sido vendidas. Relembre o caso O roubo ocorreu em 7 de dezembro de 2025, quando dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo. Eles renderam um vigilante e visitantes e levaram as obras que integravam a exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”. Um dos suspeitos de participar da ação foi preso no dia seguinte, após ser identificado por imagens de câmeras de segurança. Leia mais: PF mira Castro em nova fase da operação que investiga Refit por suspeita de fraude em licenças ambientais e lavagem de dinheiro Leia mais: Caso Flávio e Missão: entenda o que se sabe e o que falta descobrir sobre a fraude na filiação Apontado como mandante e responsável pelo planejamento do crime, Laéssio Rodrigues de Oliveira foi preso em abril deste ano, no Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Federal que investigava outro esquema envolvendo furtos de obras de arte. Segundo as investigações, ele e outro suspeito também teriam tentado corromper um agente de segurança de um instituto federal para subtrair peças do acervo. As oito gravuras foram encontradas em uma residência em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. No local, a polícia prendeu um homem apontado como responsável por guardar as peças para o mandante do crime. Ele foi autuado por receptação e posse ilegal de arma de fogo. As obras já foram entregues à Biblioteca Mário de Andrade e passarão por uma avaliação de seu estado de conservação antes de serem reintegradas ao acervo. Após o roubo, a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa reforçou os protocolos de segurança da Biblioteca Mário de Andrade e adotou novas diretrizes para proteger o acervo e as dependências do espaço. Também foram ampliados os treinamentos da empresa responsável pela vigilância. Atualmente, 30 vigilantes atuam na biblioteca, segundo a Prefeitura de São Paulo.

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