Saiba quais foram as reações da plateia durante julgamento de réus pela morte de Henry Borel
Com entrada restrita (era preciso ter um cartão de cadastro em mãos até para ir ao banheiro) e proibição do uso de celulares, o II Tribunal do Júri — no prédito do Tribunal de Justiça do Rio, no Centro da capital fluminense — abriu as portas para parentes dos réus (Dr. Jairinho e Monique Medeiros) e da assistência de acusação (Leniel Borel), assim como curiosos e apoiadores. Separadas do plenário, que fica no andar debaixo, por vidros, essas pessoas reagiram a tudo que aconteceu nas cerca de três horas de sessão que julgaria o homicídio do menino Henry Borel. Por conta do abandono da defesa de Jairinho, o julgamento acabou adiado para 25 de maio.
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A primeira reação da plateia a chamar a atenção foi justamente quando os advogados de Jairinho anunciaram que deixariam o plenário. Os presentes começaram a cochichar e houve até um coro de “Ahhh”, quando notou-se um burburinho.
Dr. Jairinho cercado pelos seus advogados durante o julgamento
Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Em seguida, o advogado Cristiano Medina, da assistência de acusação, reiterou que pediria para a Defensoria Pública assumir a defesa do réu em caso de nova desistência, o que fez a plateia aplaudir. Essa reação foi repreendida pela juíza, que aderiu à sugestão do advogado: na próxima sessão de julgamento, a magistrada determinou que a Defensoria assuma o caso se a defesa do ex-vereador se ausentar do plenário.
Durante a leitura da juíza, novas reações. Uma delas — um coro de "Ih" — ocorreu quando Elizabeth Louro apontou que a estratégia pelo abandono do julgamento foi uma ação "premeditada". Também foi ouvido na plateia o choro de parentes de Monique, que usavam camisas com mensagens de que a professora é inocente, quando a juíza decidiu pelo afrouxamento da prisão da ré.
Risadas com celular tocando
Elizabeth Louro começou a sessão pedindo objetividade aos advogados. Durante as falas das defesas, a magistrada não hesitava em interromper para entender exatamente do que se tratavam as afirmações. Em seguida, ainda ditava para que funcionárias do Tribunal de Justiça redigissem um resumo dos pedidos — com direito a apontar onde entrariam vírgulas e travessões — e suas decisões.
Foi num desses momentos, com a palavra ao microfone, que arrancou gargalhadas da plateia: seu celular estava tocando.
— Ai, gente. Desculpe. Um inferno esse negócio de fraude — disse ela, que tentou entregar o telefone para outra pessoa, sem o problema ser resolvido. — Tira o som! Me dá aqui. Coisa antipática, agora vai ficar dez vezes ligando essa droga.
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Dentro do plenário: choro, abraços e sinal da cruz
Já dentro do plenário, Dr. Jairinho e seus advogados permaneceram sentados durante a leitura da decisão da juíza, que determinou que a defesa arque com os custos para que julgamento ocorresse nesta segunda. Os assistentes de acusação e os advogados de Monique — que se manteve sentada, de cabelos soltos —, por outro lado, assistiram à leitura de pé.
Monique Medeiros ao saber que a sessão havia sido adiada e ela seria colocada em liberdade até o julgamento
Gabriel de Paiva/Agência O Globo
Monique — que usava uma camisa com a frase "Eu sou testemunha do amor entre mãe e filho", estampada por foto de Henry — só se levantou quando soube que seria solta, para comemorar. Nesse momento, ela chorou, abraçou advogados, fez o sinal da cruz e levantou as mãos para o céu. Ainda enviou corações para a plateia.
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Jairinho também abraçou advogados. Os dois foram acompanhados de perto por uma fila de cinco policiais militares.
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