Saiba quais estações de trem e metrô registram mais roubos de celular em São Paulo

 

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A cidade de São Paulo registrou em 2025 o total de 862 roubos de celulares entre as dez estações de metrô e trem da cidade com maior incidência de crime, segundo dados do Mapa do Crime de São Paulo, plataforma interativa do GLOBO. Sem a especificação do crime, o número total de ocorrências registradas no ano passado nas estações envolvidas no ranking chega a 1.434 casos.

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A estação da República é a líder isolada em casos registrados de roubos nas estações da cidade, com 300 no total. Outra que também possui números altos é a estação da Sé, com 180 roubos em 2025. A estação do Anhangabaú — localizada entre a República e a Sé — fica na segunda posição entre os roubos de celulares, com 98 ocorrências. As estações que mais registraram casos pertencem todas à linha 3 - Vermelha - do metrô.

Nos trens, os casos também foram elevados no ano passado. As estações da Lapa, na rua William Speers, da linha 7-Rubi, e a de Guaianases, da linha 11-Coral, localizada na avenida Salvador Gianetti, estão entre as mais violentas da malha ferroviária. Ao todo, as duas estações possuem 121 casos de roubo de celulares.

Confira a lista completa de estações

1ª República (Linha 3-Vermelha) - 188 roubos

2ª Anhangabaú (Linha 3-Vermelha) - 98 roubos

3ª Sé (Linha 3-Vermelha) - 95 roubos

4ª Armênia (Linha 1-Azul) - 88 roubos

5ª São Bento (Linha 1-Azul) - 79 roubos

6ª Luz (Linha 1-Azul, 4-Amarela, 11-Coral, 10-Turquesa) - 66 roubos

7ª Lapa (7-Rubi) - 65 roubos

8ª Pedro II (Linha 3-Vermelha) - 64 roubos

9ª Portuguesa-Tietê (Linha 1-Azul) - 63 roubos

10ª Guaianases (11-Coral) - 56 roubos

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O que é o Mapa do Crime de São Paulo?

O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.

Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.

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Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.

*Estagiário sob supervisão de Rafael Soares